São Paulo - O governo de São Paulo prevê entrar com medida judicial contra o Ministério da Saúde após ter acusado a gestão Jair Bolsonaro de não ter entregue 228,15 mil vacinas contra a Covid-19 da Pfizer, metade das doses que a equipe de João Doria (PSDB) previa receber na última terça-feira. Caso a situação se repita, o cronograma de vacinação de adolescentes poderá ser comprometido, informou o governo estadual em coletiva realizada nesta quinta-feira (5) no Palácio dos Bandeirantes. O Ministério da Saúde disse ainda na quarta-feira que havia adiantado a entrega de 68 mil doses.
"Caso este fato (a não entrega de doses previstas) se repita, a vacinação do grupo de adolescentes do Estado de São Paulo estará definitivamente prejudicada no que se refere à sua data até aqui programada", disse o secretário Eduardo Ribeiro. A vacinação contra a Covid-19 da faixa de 12 a 17 anos está prevista para começar no dia 18 de agosto no Estado.
SÓ PFIZER
Segundo Ribeiro, o impacto do atraso recai sobretudo na população de adolescentes, uma vez que esse público deve receber exclusivamente o imunizante da Pfizer.
A procuradora-geral do Estado, Lia Porto, complementou durante a coletiva que a análise jurídica está sendo elaborada e que "é fato" que será levada à frente. "Nós acionaremos o Poder Judiciário para discutir o critério e o percentual operacionado", disse. Não especificou, porém, detalhes da argumentação jurídica que será apresentada.