Polícia

Condenado a dez anos por tentar matar ex, homem é preso pela Deic

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Civil de Bauru, por meio da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), prendeu, nesta quarta-feira (5), Jhonatas Pires Borba, de 31 anos, que foi condenado, em 2.ª instância, a 10 anos, 10 meses e 20 dias de prisão em regime inicialmente fechado, por tentar matar sua ex-companheira. Com 34 anos na época, a vítima foi atingida com um tiro de espingarda no abdômen. O crime ocorreu em 2016 no Ferradura Mirim e o acusado chegou a ser preso na ocasião, mas foi liberado meses depois para responder em liberdade. Diante da última sentença condenatória, proferida em junho deste ano, Jhonatas era considerado foragido.

A prisão foi realizada por policiais que integram o Grupo de Operações Especiais (GOE) e o acusado, segundo a Polícia Civil, não ofereceu resistência.

Inicialmente, o caso era tratado como tentativa de feminicídio, mas a defesa de Jhonatas Borba conseguiu afastar essa qualificadora, sob a alegação de lapso temporal, já que tanto o acusado quanto a vítima teriam afirmado em depoimento que estavam separados há mais de quatro anos quando o crime ocorreu.

Constituída pela defensora pública Célia Regina Lopes da Silva Machado, a defesa também tentava, em apelação ao Tribunal de Justiça de São Paulo, desclassificar o crime de tentativa de homicídio para lesão corporal. "O disparo ocorreu durante uma discussão, mas ele jamais teve a intenção de matá-la", comenta a defensora, destacando que ainda estuda se recorrerá ou não da decisão.

CRIME

O crime foi registrado em 27 de dezembro de 2016, por volta das 20h. Segundo o boletim de ocorrência (BO), uma equipe da Polícia Militar (PM) foi acionada após a mulher dar entrada no Pronto-Socorro Central alvejada por tiro.

Na ocasião, a vítima contou aos policiais que caminhava pela rua Natal Fornazari, quando seu ex desceu de um Ford/Escort e, empunhando uma espingarda, atirou contra ela, fugindo na sequência em direção ao bairro Tangarás. Após atendimento médico e internação, a mulher foi liberada.

A primeira prisão ocorreu em fevereiro de 2017, após trabalhos realizados pela equipe de homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Semanas depois, o homem foi solto para responder em liberdade.

Até que, em 1 de junho deste ano, a 1.ª Vara Criminal de Bauru expediu mandado de prisão, que foi cumprido nesta quarta-feira (4). "Ele não compareceu ao Júri, portanto, não sabia da condenação", alega a advogada do réu, que foi conduzido para a Cadeia Pública de Avaí.

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