Regional

Mãe de menino de sete anos que morreu com sinais de tortura é presa

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Pardinho - A mãe de Carlos Henrique Santos do Carmo, 7 anos, morador de Pardinho (120 quilômetros de Bauru), que morreu com sinais de tortura na última quarta-feira (4), quando passava férias em Avaré, foi presa preventivamente. O padrasto da criança, de 28 anos, já havia sido preso em flagrante no dia dos fatos. Nesta quinta-feira (5), o irmão da vítima, de dez anos, que também apresentava sinais de agressão, passou por atendimento médico no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB).

De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP), a mulher de 29 anos, que não teve o nome divulgado, foi presa nesta quinta. "O caso é investigado por meio de inquérito policial instaurado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Avaré", diz. "Os policiais irão realizar a oitiva do irmão da vítima, menor de idade, com o apoio de equipe multidisciplinar. Vizinhos também serão ouvidos. Exames periciais foram solicitados aos Institutos Médico Legal (IML) e de Criminalística (IC) e estão sendo elaborados".

Conforme divulgado pelo JC, o crime ocorreu na manhã de quarta-feira, em um imóvel na rua Francisco Corrêa de Campos, na área rural de Avaré. "Policiais militares atenderam a ocorrência e foram informados pelo padrasto do garoto que ele havia se engasgado e sofrido uma queda", contou a SSP. O menino chegou a ser socorrido por uma equipe do Samu e encaminhado ao Pronto-Socorro (PS) da cidade, mas deu entrada na unidade já sem vida. "Segundo funcionários do hospital, os ferimentos na criança eram recentes".

O caso foi registrado como tortura pelo plantão da Delegacia Seccional de Polícia de Avaré.

O corpo de Carlos foi sepultado na manhã de quinta, no Cemitério de Pardinho, onde ele morava com pai e irmão. A SSP não informou quais tipos de lesão o menino apresentava, as regiões do corpo em que elas foram constatadas e se houve confissão do crime por parte do padrasto. O irmão de Carlos, que também foi vítima de tortura e apresentava ferimentos no rosto e dores no corpo, foi liberado após avaliação médica.

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