Nova York - Após o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) alertar nesta segunda-feira para possíveis efeitos irreversíveis da ação humana sobre o meio ambiente, autoridades da União Europeia destacaram o compromisso do bloco com a redução das emissões de carbono.
O relatório sobre o clima, publicado ontem (9) pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), é um "alerta vermelho" que deve fazer soar os alarmes sobre as energias fósseis que "destroem o planeta". A afirmação foi feita pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres.
O relatório mostra uma avaliação científica dos últimos sete anos e "deve significar o fim do uso do carvão e dos combustíveis fósseis, antes que destruam o planeta", segundo avaliação de Guterres, em comunicado.
O secretário pede que nenhuma central de carvão seja construída depois de 2021. "Os países também devem acabar com novas explorações e produção de combustíveis fósseis, transferindo os recursos desses combustíveis para a energia renovável", acrescentou Guterres.
UNIÃO EUROPEIA
"Somente reduzindo as emissões líquidas de gases de efeito estufa a zero até 2050 podemos limitar o aumento da temperatura global a 1,5ºC", escreveu no Twitter a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Ela acrescentou que o relatório divulgado nesta segunda-feira pelo IPCC, órgão ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), "soou o alarme" mais uma vez.
Von der Leyen ressaltou que já está em vigor na UE uma meta de reduzir as emissões de carbono em 55% até 2030, com relação aos níveis de 1990, e zerá-las em 2050.
A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, por sua vez, afirmou que é preciso intensificar "urgentemente" os esforços para limitar o impacto da questão ambiental no planeta. "A mudança climática é o maior desafio que o mundo enfrenta", escreveu no Twitter.
Lagarde também destacou a decisão recente do BCE de incluir a mudança climática como um fator que afetará as decisões de política monetária futuras.
No dia oito de julho, a instituição divulgou um plano de ação para reforçar o comprometimento com a sustentabilidade ambiental