Internacional

ONU lança nova preocupação com clima

Iander Porcella
| Tempo de leitura: 2 min

Nova York - Após o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) alertar nesta segunda-feira para possíveis efeitos irreversíveis da ação humana sobre o meio ambiente, autoridades da União Europeia destacaram o compromisso do bloco com a redução das emissões de carbono.

O relatório sobre o clima, publicado ontem (9) pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), é um "alerta vermelho" que deve fazer soar os alarmes sobre as energias fósseis que "destroem o planeta". A afirmação foi feita pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres.

O relatório mostra uma avaliação científica dos últimos sete anos e "deve significar o fim do uso do carvão e dos combustíveis fósseis, antes que destruam o planeta", segundo avaliação de Guterres, em comunicado.

O secretário pede que nenhuma central de carvão seja construída depois de 2021. "Os países também devem acabar com novas explorações e produção de combustíveis fósseis, transferindo os recursos desses combustíveis para a energia renovável", acrescentou Guterres.

UNIÃO EUROPEIA

"Somente reduzindo as emissões líquidas de gases de efeito estufa a zero até 2050 podemos limitar o aumento da temperatura global a 1,5ºC", escreveu no Twitter a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Ela acrescentou que o relatório divulgado nesta segunda-feira pelo IPCC, órgão ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), "soou o alarme" mais uma vez.

 Von der Leyen ressaltou que já está em vigor na UE uma meta de reduzir as emissões de carbono em 55% até 2030, com relação aos níveis de 1990, e zerá-las em 2050.

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, por sua vez, afirmou que é preciso intensificar "urgentemente" os esforços para limitar o impacto da questão ambiental no planeta. "A mudança climática é o maior desafio que o mundo enfrenta", escreveu no Twitter.

Lagarde também destacou a decisão recente do BCE de incluir a mudança climática como um fator que afetará as decisões de política monetária futuras.

No dia oito de julho, a instituição divulgou um plano de ação para reforçar o comprometimento com a sustentabilidade ambiental

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