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O Comitê Olímpico do Brasil (COB) comemorou a melhor campanha do Brasil na história dos Jogos Olímpicos. O País terminou a competição em Tóquio com 21 pódios, um recorde, com sete medalhas de ouro, seis de prata e oito de bronze. No final ficou com a 12ª colocação, a melhor da história, à frente de Nova Zelândia, Cuba, Hungria, Coreia do Sul e Espanha.

"Tivemos a melhor campanha do Brasil em Jogos Olímpicos. Nós entregamos o que tínhamos como meta. Claro que o sarrafo subiu e queremos continuar com esse objetivo", explicou Paulo Wanderley, presidente do COB. "Ficamos em 12º lugar no mundo, entre 206 países. E reforço que 87% dos recursos recebidos foram canalizados para atividade fim, com transparência", continuou.

Um outro feito do Time Brasil nos Jogos de Tóquio foi conseguir ter um desempenho superior à edição anterior, quando recebeu as Olimpíadas em casa, no Rio, em 2016. Isso é algo bem raro de ocorrer na história. "Conseguimos o maior número de medalhas no total, subimos para o 12º lugar, conseguimos realizar o feito que só a Grã-Bretanha tinha realizado antes, que era superar a marca de quando fomos sede. Estamos satisfeitos com o resultado", disse Paulo Wanderley.

Com 317 atletas de 35 modalidades (incluindo os reservas), 54 conquistaram medalha e vão participar de uma divisão de R$ 4,65 milhões que o COB ofereceu aos medalhistas. Quem ganhou o ouro no individual vai receber R$ 250 mil enquanto nos esportes coletivos o título olímpico valeu R$ 750 mil.

Para além do resultado esportivo, o comitê também comemorou o fato de não ter tido qualquer caso positivo de Covid-19 entre sua delegação, incluindo atletas, comissão técnica e outros credenciados. "Não tivemos nenhum caso na Missão e isso é muito importante para a gente", comentou Manoela Penna, diretora de comunicação e marketing do COB.

Para prevenir os casos de coronavírus, a entidade adotou protocolos ainda mais rígidos para todos os seus membros, com testagens mais frequentes e restrição ainda maior de circulação. "Fizemos um protocolo extremamente rigoros", explicou a médica Beatriz Perondi.

O COB levou 68 mil máscaras descartáveis, 2.400 máscaras N95 e divulgou que entre os 317 atletas, 96% tomaram a primeira dose da vacina. "O Brasil não trouxe o vírus para o Japão. Foi nossa medalha invisível", comentou a especialista, reforçando que houve 436 casos positivos no Japão, com 33 atletas, sendo 286 residentes no Japão e 150 estrangeiros, sem nenhum deles brasileiros.

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