O Produto Interno Bruto (PIB) da região de Bauru cresceu 4,8% no primeiro trimestre de 2021, na comparação com o mesmo período do ano passado. O índice, divulgado nesta semana pela Fundação Seade, corresponde ao aumento real somado de 39 municípios, já descontada a inflação. Considerando os números absolutos, a variação foi de R$ 10,344 bilhões para R$ 11,728 bilhões.
O PIB representa a soma do valor de todos os bens e serviços finais produzidos em determinado período. Trata-se de um dos indicadores mais utilizados na macroeconomia para mensurar a atividade econômica, que inclui o desempenho de setores como administração pública, agricultura, indústria, serviços e comércio.
O resultado regional foi menor do que a média do Estado, de 6%, mas, segundo Vagner Bessa, gerente de indicadores econômicos do Seade, não deixa de ser positivo, considerando que foi alcançado em um contexto de pandemia. Vale lembrar que, no ano passado, as atividades econômicas na região só começaram a ser paralisadas na segunda quinzena de março de 2020.
"No segundo trimestre, o resultado do PIB no Estado foi muito ruim e isso ocorreu também em Bauru, com recuperação a partir do terceiro trimestre. Foi um momento em que as empresas foram fortemente impactadas e ficaram em situação delicada", analisa.
RESTRIÇÕES
Já no primeiro trimestre de 2021, os estabelecimentos estavam funcionando praticamente todo o tempo com restrições, mas menos rígidas do que as impostas no início da pandemia. Outro ponto a ser destacado é que as áreas com melhores resultados - Campinas (9,2%), Sorocaba (6,8%) e São Paulo (5,9%) - representam, sozinhas, 76,5% do PIB estadual.
"Como são regiões que têm esse peso representativo, elas acabaram puxando o indicador estadual para este patamar de 6%", pontua Bessa, lembrando que estas áreas também são mais fortemente alicerçadas na indústria, setor da economia que não foi tão prejudicado como outros.
Já Bauru, o maior município da região, tem 70% de sua matriz econômica concentrada em comércio e serviços, que foram os segmentos cujo PIB regional menos cresceu, no primeiro trimestre de 2021. "É algo que ocorreu em várias regiões do Oeste do Estado. Proporcionalmente, nestes locais, a indústria também teve bons resultados, seja na produção de alimentos, papel e celulose, carnes, calçados, móveis. Mas, como tem PIB menos representativo, não puxam tanto a média para cima", diz.
Para se ter ideia, o valor adicionado ao PIB pelo segmento de comércio e serviços na região avançou de R$ 6,759 bilhões para R$ 7,099 bilhões e, pela indústria, de R$ 2,225 bilhões para R$ 2,972 bilhões.