Cultura

Sepultura traz estrelas do heavy metal para álbum pandêmico

João Perassolo
| Tempo de leitura: 2 min

Quem quiser uma aula de história do heavy metal talvez possa começar ouvindo o novo disco do Sepultura. Nas 15 faixas de "Sepulquarta", que chega aos serviços de streaming nesta sexta (13), a banda brasileira de metal com mais reconhecimento no Exterior convidou amigos que fez em seus 35 anos de estrada para gravar versões de músicas do grupo, num projeto executado durante a pandemia.

Estão ali, por exemplo, ícones do metal dos anos 1980 como David Ellefson, baixista do Megadeth, fazendo uma participação em "Territory", e Scott Ian, guitarrista do Anthrax, tocando em "Cut-Throat". Mas há também nomes da nova geração, a exemplo das brasileiras Fernanda Lira, do Crypta, Angélica Burns, do Hatefulmurder, e Mayara Puertas, do Torture Squad, que cantam na faixa "Hatred Aside".

As participações eram transmitidas em lives nas redes sociais do Sepultura, todas as quartas-feiras, num projeto com o mesmo nome do disco. O resultado é um disco espontâneo e visceral, com músicas conhecidas dos fãs do Sepultura em novas versões, e que em momento algum soa improvisado, embora tenha sido uma produção inesperada, resultado direto da pandemia.

Andreas Kisser, o guitarrista da banda, conta que os músicos gravavam as suas partes em casa, em várias cidades do mundo, e mandavam para ele, o responsável pela mixagem. No final do ano passado, depois de 28 episódios de sua live, a banda escolheu 15 músicas de diversos momentos da carreira para formar o álbum, que não soa "nem ao vivo, nem de estúdio, porque é essa mistura meio louca que a pandemia possibilitou, junto com a tecnologia de mandar áudio e vídeo com qualidade", diz ele.

Gravando a sua parte de São Paulo, Kisser afirma considerar esse disco um aprendizado para a banda, que dessa forma se manteve ativa e produtiva mesmo longe dos palcos e do estúdio. É possível ver os vídeos das faixas no YouTube da banda, nos quais há um ar de informalidade e de proximidade com os fãs, já que os músicos não estão num palco.

Comentários

Comentários