Esportes

'Invasão olímpica'

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 3 min

Bauru recebe, até a noite deste sábado (14), a presença de diversos nadadores com participações em uma ou mais Olimpíadas. Eles disputam o Campeonato Brasileiro Interclubes Absoluto de Natação, o Troféu José Finkel, que ocorre na Arena da Associação Bauruense de Desportes Aquáticos (ABDA). A competição é também seletiva para o Campeonato Mundial de Piscina Curta (25 metros), que será realizado em Abu Dhabi, entre 13 e 18 de dezembro.

Mergulharam e deram braçadas por aqui Aline Rodrigues, Ana Carolina Vieira, Beatriz Pimentel Dizotti, Breno Correia, Caio França, Caio Pumputis, Felipe Lima, Gabriel Santos, Gabrielle Roncatto, Giovanna Diamante, Guilherme Guido, Guilherme Basseto, Guilherme Costa, Julia Sebastian, Larissa Oliveira, Leonardo de Deus, Luiz Altamir, Marcelo Chieriguini, Matheus Gonche, Murilo Sartori, Nathalia Almeida, Pedro Spajari, Stephanie Balduccini, Vinicius Lanza, Viviane Jungblut e Fernando Scheffer. O JC conversou com alguns deles. A maioria iniciou na natação por incentivo dos pais, principalmente por fatores de saúde. E um sentimento é unânime: o Brasil deve surpreender nos Jogos de Paris, em 2024.

O MAIS EXPERIENTE

O mais experiente da turma, não de idade, mas de participações olímpicas, o nadador Leonardo de Deus, 30 anos, disputou Londres-2012, Rio-2016 e Tóquio-2020 (em 2021). E ele quer mais. Segundo Leonardo, que é natural de Campo Grande (MS) e defende a Unisanta, a natação surgiu em sua vida aos 12 anos, mas tudo o que conquistou foi naturalmente. De lá para cá, além das três Olimpíadas, sendo sua melhor marca a final e o sexto lugar em Tóquio, ele foi tricampeão sul-americano.

"Nunca acreditei que iria chegar onde cheguei. Três Olimpíadas, uma com final, tri sul-americano. Eu sempre gostei de nadar, de competir, e desde os 15 anos, quando decidi ser profissional, passei a defender o Brasil nas piscinas pelo mundo afora", comenta o nadador.

"FOI DIFERENTE"

Ele acrescenta que a Tóquio-2020 teve um gosto especial, não só por ter sido finalista olímpico, mas também pelo fato dos Jogos terem sido em meio a uma pandemia. "Vencemos muitas barreiras para estar lá, com dificuldade de treino, sem competições antes dos Jogos e sem público. Fiz ainda o melhor tempo da minha carreira nos 200m borboleta e tenho o sentimento de dever cumprido. Deixei tudo de mim lá. Fiquei bem próximo do bronze, mas agora é foco total em nadar bem e estar em Paris.", completa Leonardo de Deus. No Finkel, o nadador garantiu vaga no Mundial nos 200m borboleta, com o tempo de 1min52s33.

A CAÇULA

Oposta à vasta experiência de Leonardo, a nadadora paulistana Stephanie Balduccini, de 16 anos, foi a nadadora mais jovem do Brasil em Jogos Olímpicos desde Ricardo Prado, na Moscou-1980, isso há 41 anos. "Eu e meu irmão somos gêmeos e minha mãe queria que a gente aprendesse a nadar. E aprendemos juntos. Começamos na escolinha, depois comecei a competir e cheguei no Paineiras (do Morumby). E hoje eu não tenho palavras para descrever o que foi disputar as Olimpíadas ao lado dos meus ídolos. Aprendi muito e o tempo que fiquei na vila olímpica foi algo muito incrível. Dormi na cama feita de papelão e, realmente, foi muito legal", comenta a nadadora.

Ela afirma que seu sonho, para daqui três anos, é estar na Paris-2024, mas que divide esse objetivo, também, com o desejo de estudar e fazer faculdade fora do Brasil, se possível com uma bolsa devido aos resultados da natação.

No Troféu José Finkel, Stephanie bateu o recorde júnior 1 dos 100m borboleta, com 59,15 segundos. Nos 200m medley ela foi vice-campeã e garantiu o índice paro Mundial, com o tempo de 2min10s99. Venceu ainda os 100m livre com direito a índice para o Campeonato Mundial de Abu Dhabi e recorde brasileiro da categoria júnior 1, com o tempo de 53s71.

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