Os mais antigos certamente se lembram que chamávamos agosto de "o mês do cachorro louco". A má fama era de que surpresas negativas aconteciam durante os 31 dias deste mês. O ano de 2021 chegou para mandar para longe esse estigma e também para exercitar a leitura do "copo quase cheio."
Explicando melhor, logo na primeira semana, uma onda olímpica, nossos atletas fizeram bonito em Tóquio e trouxeram mais medalhas do que nunca de volta para casa. Novos ídolos como a Rayssa Leal, a Fadinha do Skate de apenas 13 anos, nos ensinaram mais uma vez como é gostoso ver os brasileiros brilhando. Uma aula de esperança para o futuro e também exemplos de superação para acreditar que existe um Brasil muito maior e melhor.
Aqui em solo paulista, estamos prestes a ter a população adulta 100% vacinada contra a Covid, pelo menos com a primeira dose. Essa é a meta do governo do Estado, que deve ser cumprida ainda em agosto, mesmo com as picuinhas com o governo federal.
O avanço na vacinação faz com que a economia volte a se fortalecer. Nossos bares e restaurantes já têm uma capacidade de ocupação e um horário de funcionamento ampliados. Receber mais clientes significa contratar mais gente, fazendo com que o dinheiro volte a circular, precisamos e buscamos isso.
As nossas escolas estão recebendo seus alunos de volta, a Batista de Carvalho aos poucos vai sendo novamente ocupada por consumidores, (quero novamente o verbo "Batistar" em nossos dias) novos negócios estão surgindo na Duque de Caxias, os passeios do bauruense na Getúlio Vargas estão mais bacanas e o povo está de volta também ao comércio nos bairros, Bauru precisa e o bauruense também. Tudo isso com uma taxa de ocupação cada vez menor nos hospitais e mais gente recebendo a vacina nos postos de saúde. Até os nossos adolescentes de 12 a 17 anos estão prestes a receber suas doses.
A pandemia ainda não acabou, precisamos manter os cuidados e repetir o mantra de álcool gel na mão, máscara no rosto e distanciamento social, mas é evidente que estamos experimentando uma alegria que estava esquecida desde que conhecemos a Covid-19, lembrando sempre que os cuidados são essenciais e não podemos esquecer isso.
Neste agosto de ouro, como diria Lulu Santos, "eu vejo um novo começo de era, de gente fina, elegante e sincera….". Vamos então dizer sim à vida, sim à ciência e que o otimismo que este mês está trazendo marque o começo de um tempo novo para todos nós, com responsabilidade, vontade de vencer e amadurecimento. Precisamos ver a metade cheia do copo, vida que segue.
O autor é contador, secretário parlamentar da Câmara Federal, acadêmico de Gestão Pública.