Brasília - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou em Brasília, neste sábado (14) um plano nacional de testagem para Covid-19. O anúncio foi feito em pronunciamento à imprensa, após a terceira reunião do Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentamento da Pandemia da Covid-19, no Palácio do Planalto. Ainda não há data para início do programa.
Segundo Queiroga, os testes foram produzidos pela Fiocruz. O objetivo é conseguir identificar os casos positivos e seus contactantes para que se possa adotar uma política mais efetiva de quarentena para os indivíduos afetados pela covid-19 e, assim, reduzir a transmissão da doença, afirmou o ministro. Ele explicou que o programa usará testes antígenos para detecção do vírus, que têm resultados mais rápidos do que o teste RT-PCR.
O teste de antígeno é um exame imunológico rápido, que avalia a proteína viral do SARS-CoV-2 no organismo. O resultado demora, em média, 30 minutos e pode diagnosticar a infecção viral atual, mas não detecta os anticorpos adquiridos. A utilização desse teste é indicada nos primeiros 7 dias de sintomas, com sensibilidade mais elevada do primeiro até o terceiro dia de sintomas. O teste é coletado diretamente com amostras de swab (cotonete) de nasofaringe.
Queiroga também reiterou as recomendações de uso de máscaras e do distanciamento social - chamadas de medidas não farmacológicas.
PFIZER
A partir de setembro, o intervalo de aplicação entre a primeira e a segunda doses da Pfizer cairá dos atuais 90 dias para 21 dias, confirmou no evento o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. A redução do prazo tem como objetivo frear os casos da variante Delta do novo coronavírus, mais contagiosa que as variantes anteriores. Segundo Queiroga, o governo apenas espera que toda a população adulta esteja vacinada para diminuir o intervalo para três semanas.