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Direita, esquerda ou centro

Fabricio Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Hoje no Brasil é considerado de esquerda quem é contra o governo Bolsonaro, isto na visão dos denominados "bolsonaristas", quando na verdade esta divisão é muito maior e com diferentes campos. Primeiro precisamos compreender onde o chamado "Centrão" se posiciona. Na verdade, o centrão é muito mais pragmático do que ideológico, ou seja, ele se movimenta de acordo com seus interesses.

Não podemos afirmar que o centrão é bom ou ruim para o país, uma vez que todo movimento que este grupo de partidos faz é para alimentar sua base eleitoral, levando grande volume de recursos aos municípios, e reequilibrando a desigualdade do pacto federativo, que faz as distinções entre o que é tributo federal, estadual e municipal, deixando os municípios cada vez mais reféns de deputados, para conseguir emendas ou apoio para capitar recursos via projetos e programas do Estado e União.

Embora hoje haja uma "guerra" entre direita e esquerda, precisamos lembrar que a maioria da população nem entende estes termos, graças uma educação péssima desde sempre, a maioria da população só quer ter seu emprego e conseguir gerar seu sustento, mas a não compreensão dessas definições fazem com que escolham projetos políticos que não lhe beneficiam enquanto cidadão.

Tudo que é extremo cansa, hoje temos um governo de extrema direita que flerta com a possibilidade de golpe, e temos uma parcela da população que também defende que seja necessário um governo de extrema esquerda, particularmente prefiro um regime moderado, com preservação da democracia, mesmo sendo um regime que há falhas, mas qual outro seria perfeito?

Penso que antes de nos definirmos como Direita, Esquerda ou Centro, precisamos definir o que consideramos importante! É importante eu poder escolher através do voto o meu representante? É importante eu poder expressar a minha opinião sem represálias? É importante que hajam leis e tribunais baseados nestas leis? Se sua resposta for sim, você é um democrata. Também precisamos pensar, será que é importante o Estado garantir serviços como saúde, educação entre outros? Ou preferimos que o Estado cobre menos impostos e sejamos responsáveis pela nossa saúde, educação, lazer e demais necessidades? Você também pode ser um Liberal-democrata de centro esquerda ou Neoliberal de centro direita, também pode ser um Social-democrata de esquerda ou Conservador-liberal de direita, tudo que for além disto é radical, é extremismo.

Concluo com o pensamento que quero compartilhar com vocês: desejo um estado eficiente, independente de estado mínimo ou não, que os impostos sejam gastos de forma inteligente, de maneira a otimizar as políticas públicas, que busque mais que qualificar o cidadão, que dê acesso a universidades e que cada vez mais o jovem possa sair do Ensino Médio com possibilidade de ingressar em uma universidade pública, que nossa empresas consigam gerar empregos e não tenham que fechar as postas a cada instabilidade política, que independente de "Lula X Bolsonaro", ou mesmo, a tão falada terceira via que possa surgir, seja escolhida pelo voto popular, sem guerras, sem brigas, que a disputa fique sempre no debate de ideias e projetos.

Viva a democracia!

 O autor é graduado em Gestão Pública, pós-graduado em Ciências Políticas, pós-graduando em Gestão de Pessoas na Administração Pública. Aluno da FAAC-Unesp na Pós em Comunicação.

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