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Bares, restaurantes e comércio pedem que prefeitura siga o Plano São Paulo

Larissa Bastos TISA MORAES
| Tempo de leitura: 2 min

Nesta terça-feira (17), representantes de comércio, bares e restaurantes em Bauru se manifestaram pedindo que a prefeitura siga o Plano São Paulo, que, desde ontem, permite o fim das restrições em horário de funcionamento e na capacidade de ocupação dos estabelecimentos. A reação desses setores vem após a sinalização de que o município pode estender as atuais medidas restritivas de contenção da pandemia, algo que é defendido pelo secretário de Saúde, Orlando Costa Dias, e também pelo Comitê de Enfrentamento à Covid-19 (leia mais abaixo). 

Conforme o JC já publicou, atualmente, o comércio bauruense está restrito a operar com ocupação máxima de até 80% e é proibido realizar atendimento ao público e venda de bebidas alcoólicas entre meia-noite e 6h. Já no regramento do Estado, os estabelecimentos não teriam mais limite de lotação e de horário para abrir. Os bares, por exemplo, poderiam voltar a funcionar até de madrugada.

De acordo com Carlos Momesso, presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Bauru e Região, os prejuízos acumulados já são grandes e o avanço da vacinação é o que assegura a flexibilização na cidade. "A população está se imunizando. Manter as limitações neste momento de retomada, em que principalmente os bares e restaurantes estão começando a recuperar o prejuízo e pagar as dívidas obtidas durante a pandemia, prejudicaria muito. Eles já estão há um ano e meio sofrendo com restrições de funcionamento", avalia.

Momesso ainda complementa que deve haver uma "liberdade responsável", e não uma "liberdade vigiada". "Ou seja, os comércios não vão abrir mão das medidas sanitárias de contenção, como uso de máscara, distanciamento social, disponibilização de álcool em gel e evitar aglomerações", pontua o presidente do sindicato.

MENOS DISTANCIAMENTO

Quem compartilha de pensamento similar é o presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio), Walace Sampaio, que ainda sugere uma redução do distanciamento mínimo entre as mesas nos estabelecimentos de 1,5 metro para 1 metro, como já ocorre nas escolas. "É pertinente a preocupação do secretário [Orlando Costa Dias] com a variante delta. Se mantiver como está, não afetaria diretamente o comércio de rua. Mas, pensando na economia da cidade como um todo, seria prejudicial para alguns setores, como o de bares e restaurantes. É difícil trabalhar com música ao vivo até meia-noite, por exemplo. Então, o novo horário é fundamental", destaca.

Por outro lado, Sampaio reforça que são necessárias campanhas de conscientização sobre a Covid-19 para a população por parte da prefeitura. "Nós esperamos que a prefeitura siga o decreto estadual. Mas, vale lembrar que esse novo regramento não significa um 'libera geral'. A pandemia continua", finaliza.

 

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