Nacional

Economia do País entra no 'modo eleição'

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Temores de desaceleração mais forte da economia chinesa, em meio ao avanço da variante delta, e a expectativa de retirada de estímulos monetários nos Estados Unidos, após a divulgação na quarta-feira (18) da ata do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), provocaram uma onda global de corrida à moeda dos EUA e forte recuo dos preços das commodities nesta quinta-feira (18).

O real não encontrou forças para se livrar dos ventos contrários e dólar trabalhou a maior parte do dia acima da casa de R$ 5,40. 

Uma reunião realizada na quarta-feira (18) entre diretores do Banco Central e analistas de instituições financeiras deixou clara a preocupação do mercado: a economia entrou no "modo eleição", e isso significa risco para as contas públicas, em um momento de projeções piorando tanto para a inflação quanto para os juros e o PIB em 2022.

NEGATIVIDADE

"No geral, todo mundo está batendo na tecla de que a eleição já começou", resumiu um participante do encontro. "O viés mais negativo para o fiscal e o aumento da incerteza estão se refletindo no crescimento do ano que vem, sem necessariamente uma contrapartida da inflação." Ou seja, o mercado já prevê um crescimento menor da economia, em um cenário de inflação ainda alta.

O BC faz reuniões periódicas, fechadas, com analistas do mercado para colher informações para a confecção do Relatório Trimestral de Inflação. Foram 42 analistas ontem. Pelo BC, participaram os diretores de Política Econômica, Fabio Kanczuk; de Política Monetária, Bruno Serra; e de Assuntos Internacionais, Fernanda Guardado. Eles não respondem a perguntas, apenas ouvem os analistas. Segundo fontes, os analistas indicaram que a projeção mais baixa para a taxa básica de juros, a Selic, no fim do ciclo de alta iniciado este ano é de 7,5%, variando a até 8,5%.

FISCAL

No âmbito fiscal, os participantes relataram preocupação com a preservação do teto de gastos, em meio à discussão sobre as mudanças no pagamento dos precatórios e o financiamento do Auxílio Brasil (novo nome do Bolsa Família).

TARIFA DA LUZ

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (19) projeto para famílias de baixa renda serem beneficiadas com a Tarifa Social de Energia Elétrica, automaticamente. A matéria segue para sanção presidencial. O projeto propõe a inclusão automática na Tarifa Social dos inscritos no CadÚnico. O desconto máximo para quem consome até 30 kilowatts-hora (kWh) é de 65% do valor total.

 

Comentários

Comentários