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Planalto pede impeachment de Moraes


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Brasília - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ingressou nesta sexta-feira com um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

A formalização ocorre no dia em que a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços do cantor Sérgio Reis e do deputado Otoni de Paula (PSC-RJ), aliados do presidente (leia mais abaixo) em medidas que foram solicitadas pela Procuradoria-Geral da República, a PGR e autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

No último sábado, um dia após a prisão de seu aliado Roberto Jefferson, Bolsonaro anunciou que iria entrar com a ação. A detenção do ex-deputado  também ocorreu por ordem de Moraes, após ataques do político às instituições.

SEM AUTORIDADES

O pedido de impeachment foi protocolados no início da noite de sexta-feira, quando Brasília, em especial o Congresso, está esvaziada. Pacheco estava em São Paulo. Depende dele acatar o pedido e colocar em votação. O próprio presidente passou o dia fora de Brasília, em viagem ao Vale do Ribeira, interior de São Paulo e em visita à mãe, em Eldorado, cidade em que passou boa parte da infância.

SUPREMO REPUDIA

Em resposta ao pedido de impeachment apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro contra o ministro Alexandre de Moraes, o Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou na noite desta sexta-feira uma nota condenando a ofensiva do Planalto. No texto, referendado por todos os ministros da Corte, a instituição diz repudiar "o ato do Excelentíssimo Senhor Presidente da República, de oferecer denúncia contra um de seus integrantes por conta de decisões em inquérito chancelado pelo Plenário da Corte".

"O Estado Democrático de Direito não tolera que um magistrado seja acusado por suas decisões, uma vez que devem ser questionadas nas vias recursais próprias, obedecido o devido processo legal", enfatiza o texto. "O STF, ao mesmo tempo em que manifesta total confiança na independência e imparcialidade do Ministro Alexandre de Moraes, aguardará de forma republicana a deliberação do Senado Federal, finaliza.

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