Washington - O presidente dos EUA, Joe Biden disse nesta sexta (20) que a retirada das tropas do Afeganistão é uma das missões mais difíceis já realizadas pelos militares americanos, o que dificulta prever o que acontecerá agora.
"Tivemos progressos nos últimos dias. Conseguimos assegurar o controle do aeroporto e evacuar mais de 13 mil pessoas. Todos os americanos que quiserem voltar, poderão votar", assegurou. "Não posso garantir como será o final da operação, mas irei mobilizar todos os recursos necessários."
SEM DADOS
Biden confirmou que não sabe exatamente quantos americanos precisam de resgate no Afeganistão, e nem o paradeiro de muitos cidadãos, mas que seu governo trabalha para obter essas informações. Também prometeu ajudar a evacuar aliados e afegãos que ajudaram os EUA durante sua operação militar.
Disse também que os EUA fizeram um acordo com o Taleban para que americanos possam passar pelas barreiras montadas por eles nos acessos ao aeroporto e chegarem até o terminal. Apesar disso, há relatos de dificuldades nessa travessia.
Nesta sexta, a decolagem de aviões de Cabul foi suspensa por várias horas, por falta de destinos disponíveis para enviar as pessoas resgatadas, de acordo com a CNN americana.
O democrata disse também que conversou com os líderes de Reino Unido, França e Alemanha e que uma reunião do G7 será feita na próxima semana para definir uma abordagem conjunta sobre o Afeganistão.
Biden discursou na Casa Branca, no começo da tarde de sexta (20), ao lado da vice, Kamala Harris, e de Antony Blinken, secretário de Estado. Ele respondeu à algumas perguntas de jornalistas e insistiu que manteve a decisão da retirada para preservar vidas americanas e que não faria diferença permanecer mais tempo lá.
Embora a saída do Afeganistão tenha apoio popular e bipartídário nos EUA, a forma como ela foi feita gerou muitas críticas a Biden e a seu governo. O presidente é atacado por não ter planejado a retirada de forma a evitar as cenas de desespero e confusão das últimas semanas e tenta explicar porque seu governo não conseguiu evitar a situação atual, quando o Taleban tomou o poder.