Justiça. Esse é o desejo da família da bauruense Marilda Matias Ferreira dos Santos, de 37 anos, encontrada morta dentro do porta-malas do próprio carro, que estava estacionado na garagem da casa onde a psicóloga morava com o marido, o médico veterinário Pedro Antônio Ribeiro Sobrinho, de 62 anos, na cidade mineira de Pouso Alegre, no último domingo (22). Tanto o velório quanto o sepultamento do corpo ocorreram nesta segunda-feira (23), em Bauru, sob forte comoção.
Mãe de Marilda Santos, a empregada doméstica aposentada Luzia Matias, de 62 anos, só pensa em descobrir o que houve com a sua filha do meio. "Uma moça linda com uma vida inteira pela frente. Não dá para acreditar. Eu quero um desfecho", desabafa.
Conforme o JCNET adiantou, a bauruense foi encontrada pelo marido com os pés e mãos amarrados. Ela usava roupas e capacete de andar de bicicleta. Um dia antes, no sábado (21), a psicóloga teria enviado uma mensagem ao companheiro, que trabalhava em uma fazenda na cidade vizinha de Careaçu, informando que sairia para pedalar.
Quando o médico veterinário retornou, não a encontrou em casa, mas achou que ela ainda estivesse praticando a atividade. Na manhã do dia seguinte, ao verificar o carro, Sobrinho disse que encontrou a esposa no porta-malas e acionou a Polícia Militar (PM).
A Polícia Civil de Pouso Alegre, por sua vez, já deu início às investigações para tentar esclarecer as circunstâncias da morte. O imóvel não tinha sinais de arrombamento e o corpo não apresentava marcas visíveis de violência.
ANGÚSTIA
Como as investigações se dão a quase 400 quilômetros de distância da terra natal da vítima, a família está aflita. "Apesar de nós querermos muito descobrir logo o que houve com a minha filha, nos sentimos de mãos atadas, pois não temos como cobrar agilidade de uma polícia que nem é de Bauru", observa a mãe.
Ainda segundo a aposentada, Marilda Santos nasceu e cresceu em Bauru. "A minha filha começou a namorar o marido ainda na adolescência e, em 2012, logo depois que ela se formou em Psicologia pelo Unisagrado, os dois se mudaram para Minas Gerais por causa do trabalho dele", relata.
A mãe afirma que a psicóloga, que trabalhava no posto de saúde de um município vizinho de Pouso Alegre, gostava da sua vida na nova cidade, mas sentia falta da família. "Ela só queria ser feliz", acrescenta.
A profissional, de acordo com a família, optou por não ter filhos. Ela deixou o marido, os pais, três irmãs e quatro sobrinhos. Ontem, o corpo da bauruense foi velado na Funerária Reunidas e sepultado no Cemitério Parque Jardim do Ypê.