Esportes

Brasil tem expectativa de ficar mais uma vez no top 10


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As Paralimpíadas começam com expectativas altas para o Time Brasil. No mesmo dia da cerimônia de abertura, começam as disputas esportivas do evento, que irá até o dia 5 de setembro. Lembrando que o fuso horário é de 12 horas. Haverá disputas na madrugada, no começo da manhã e no no início da noite no Brasil.

No total, o Brasil terá 253 atletas competindo nos Jogos Paralímpicos de Tóquio (confira detalhes e mais informações na página 10). Nos Jogos do Rio, o Brasil ficou em oitavo lugar no quadro de medalhas, com 14 ouros, 29 pratas e 29 bronzes. O Comitê Paralímpico Brasileiro espera que o time se mantenha entre os dez primeiros colocados - feito alcançado nas últimas três edições das Paralimpíadas - e nutre certa expectativa pela chegada do centésimo ouro paralímpico, sendo que o Brasil já conquistou 87.

Serão atletas de 22 estados brasileiros e do Distrito Federal em disputas de 20 modalidades. O Brasil só não possui representantes no basquete em cadeira de rodas e no rúgbi em cadeira de rodas. A modalidade com o maior número de competidores será o atletismo, com 65 representantes e 19 atletas-guia.

Oportunidades de medalha não vão faltar. Algumas delas vêm com Daniel Dias, da natação classe C5 (má-formação congênita), que já conquistou 14 ouros, sete pratas e três bronzes em Paralimpíadas; Beth Gomes, no atletismo classe F52 (cadeira de rodas), campeã e recordista mundial no lançamento de peso; e a seleção de futebol de 5 (cegos), que conquistou o ouro nas quatro vezes que o esporte esteve nos Jogos. 

A premiação por medalha para os atletas brasileiros já está definida: quem conquistar o ouro num esporte individual receberá R$ 160 mil. A prata pagará R$ 64 mil e o bronze, R$ 32 mil. Em modalidades coletivas, os valores serão pela metade: medalhistas de ouro receberão R$ 80 mil; de prata, R$ 32 mil; de bronze, R$ 16 mil.

Os Jogos de Tóquio também marcam a estreia de duas modalidades, o parabadminton e parataekwondo. Ambas começam na segunda metade das disputas.

RECORDISTA

O judoca Antônio Tenório, totalmente cego desde os 19 anos, representará o Brasil nas Paralimpíadas de Tóquio. Após contrair o  coronavírus em março e ter 80% do pulmão comprometido, o paulista ficou internado por 18 dias. Felizmente, ele não precisou de intubação e, em seguida, conseguiu se recuperar de forma plena.

"Só Deus explica a minha permanência no judô paralímpico. Às vezes acho que nem era para eu estar mais presente nesse mundo. É um privilégio estar aqui mais uma vez defendendo o Brasil", comenta, emocionado, o atleta.

Agora, o judoca de 50 anos se prepara para a disputa das Paralimpíadas no Japão: "Sabemos a dificuldade do torneio, mas a expectativa é subir ao pódio mais uma vez. Temos treinado forte e, independente do resultado, tenho certeza que vou fazer o meu melhor."

Considerado o maior judoca brasileiro paralímpico de todos os tempos, Tenório já conquistou seis medalhas na competição: quatro de ouro, uma de prata e outra de bronze. O brasileiro estreará em solo japonês na sexta-feira (27), na Arena Nippon Budokan, em Tóquio.

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