Garça - Com o sistema de captação de água operando no limite, o Serviço Autônomo de Águas e Esgotos (Saae) de Garça (70 quilômetros de Bauru) está intensificando a fiscalização e notificando, inclusive aos finais de semana, munícipes flagrados desperdiçando água com lavagem de calçadas e veículos. O valor da multa, em caso de reincidência a partir da notificação, é de R$ 219,00 para imóveis residenciais, R$ 438,00 para comerciais e R$ 876,00 para industriais.
Segundo o Saae, a disponibilidade hídrica está 35% abaixo do normal e a reservação de água bruta está em 10%. "Dados levantados pela autarquia mostram que o volume de água na represa Cascata baixou mais de 1,75 metro desde o início da estiagem. A situação é crítica", disse em nota, ressaltando que a situação deve se agravar com o calor previsto para os próximos dias.
Há mais de dois meses, Garça não registra chuvas. "O objetivo da autarquia não é penalizar o contribuinte, mas conscientizá-lo da necessidade de um consumo consciente e racional. Se cada um fizer a sua parte, nós conseguiremos passar por esse momento com tranquilidade", declara o diretor de Planejamento, Finanças e Tesouraria do Saae, Paulo Victor do Amaral de Souza.
Nos últimos dias, chegou a faltar água nos horários de pico em imóveis localizados nos bairros Campo Belo, Imperador, Jardim Ecovile, Jardim Europa, avenida da saudade, Residencial do Bosque, Mondrian e região nas proximidades do Terminal Rodoviário. "A situação vivida hoje, de tempo seco, falta de chuvas e redução da capacidade dos mananciais, no ano passado foi sentida em outubro", alerta o coordenador de Meio Ambiente da autarquia, Carlos Henrique Ortolan.
AÇÕES EMERGENCIAIS
Conforme divulgado pelo JC, em razão da crise hídrica, a autarquia anunciou a "Operação Estiagem", com antecipação do funcionamento de poço profundo para captação de água subterrânea. "Medidas emergências estão sendo tomadas para que, a partir do mês que vem, o novo poço tubular profundo esteja funcionando, captando água do sistema Aquífero Guarani, garantindo maior segurança hídrica para o município. Até lá, é imprescindível que a população tenha a consciência de que qualquer desperdício representa muito para o abastecimento", afirma o diretor do Saae, André Pazzini Bomfim.