Política

Câmara contrata empresa para identificar problemas no prédio

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 3 min

Com a contratação de uma empresa que fará o diagnóstico, laudo e projetos básico e executivo dos problemas básicos e estruturais do prédio Dr. Ulysses Guimarães, sede do Legislativo de Bauru, tem início uma série de outras obras que devem melhorar as estruturas do local e adequar a construção às normas de segurança vigentes, como o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), que até hoje o prédio não possui. A contratação foi feita ao custo de R$ 28.800,00.

A empresa contratada para fazer o laudo do prédio parte de uma situação muito aparente, que revela quão graves podem ser os problemas estruturais da construção, que são as rachaduras existentes em várias paredes, algumas com grande extensão e largura. O diagnóstico vai indicar o que será preciso fazer para garantir a estabilidade do imóvel, quais as obras necessárias e o valor delas.

Segundo o presidente da Câmara, Markinho Souza (PSDB), mesmo com a manutenções constantes feitas ao longo do tempo, por ser um prédio de quase 100 anos, alguns problemas se agravaram e por isso será preciso um levantamento detalhado da situação.

"As obras estruturais não aparecem para a população, o prédio é antigo e tem uma série de deficiêncas. Temos infiltração na Casa, vazamento no teto, o prédio parece que está afundando. A Câmara tem manutenções constantes, outros presidentes fizeram também, mas mesmo assim só vai resolver o problema quando construirmos um prédio novo. Então, se eu não fizer as obras, o prédio cai a qualquer momento", disse o presidente.

A última vez que a parte estrutural da sede recebeu melhorias, com objetivo de estabilizar o prédio, foi há cerca de 10 anos, segundo a assessoria do Legislativo.

AVCB

Além do levantamento que indicará as obras estruturais necessárias, também foi publicada no Diário Oficial do município a contratação de uma empresa que fará a execução de reformas do telhado do prédio, limpeza de entreforro, troca de caixas d'água, reforma de calhas e rufos. Neste caso, o valor da contratação para os serviços de manutenção é de R$ 170 mil.

Entre as iniciativas para garantir a segurança no local, segundo o presidente, ainda estão sendo feitas todas as adequações necessárias para que a sede receba o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, documento emitido pelo Corpo de Bombeiros, que atesta que a edificação possui as condições de segurança contra incêndio.

É um conjunto de medidas estruturais e técnicas para garantir um nível ótimo de proteção contra incêndios e pânico, previstas na legislação. Segundo Markinho, o prédio nunca recebeu AVCB, mas o objetivo é que o processo para a concessão esteja pronto até o final de seu mandato.

Outras obras previstas, que ainda não foram licitadas ou estão em fase de licitação, são a impermeabilização de rodapés, consertos decorrentes de infiltrações e umidade no refeitório, regularização de piso para evitar água parada, a ampliação do estacionamento, com aumento de cerca de seis vagas, utilizando alguns centímetros da Praça Dom Pedro II, e ainda a reforma do muro que faz divisa com o prédio do Plantão da Polícia Civil, na rua Azarias Leite, e a pintura de algumas salas.

 

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