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Bauru tem 1.º caso da delta e Saúde diz que próximos 20 dias serão decisivos

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Foi registrado, nesta quarta-feira (25), o primeiro caso da variante delta do novo coronavírus em Bauru. Trata-se de uma mulher, de 54 anos, que não estava imunizada com nenhuma dose da vacina e apresentou sintomas leves da doença em 2 de agosto, pouco tempo após voltar de viagens. Com a confirmação, o secretário municipal de Saúde, Orlando Costa Dias, disse que os próximos 20 dias serão decisivos para saber quais os impactos para a cidade, ou seja, se provocará ou não um grande aumento de casos da doença.

A paciente foi atendida com falta de ar em uma unidade de saúde do município, mas não precisou ser hospitalizada. A notificação sobre a confirmação para a Covid-19 ocorreu em 9 de agosto e o resultado do sequenciamento genômico, que identificou a variante delta, foi divulgado ontem, quando a prefeitura considerou a investigação sobre o caso concluída. A análise genômica foi feita pelo Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo.

Em razão de duas viagens feitas pela mulher, uma delas para a Capital, que já registra transmissão comunitária da delta, a Secretaria Municipal de Saúde não soube precisar se o caso é autóctone ou importado, ou seja, se o contágio ocorreu dentro ou fora de Bauru.

PREOCUPAÇÃO

Após a confirmação da presença da delta em Bauru, Orlando Costa Dias disse que os próximos 20 dias serão decisivos quanto aos possíveis impactos da variante no cenário epidemiológico da pandemia na cidade.

"É uma variante que tem o dobro do poder de contaminação e isso me preocupa. No entanto, estamos preparados para o atendimento se houver um possível aumento de casos. Eu acredito na vacina, mas, diante da liberação 100% [das restrições de horário e capacidade de ocupação], as pessoas têm agido com normalidade e baixado a guarda. Elas precisam entender que ainda não podemos tirar as máscaras", ressalta Dias, lembrando também da importância da higienização das mãos com água e sabão ou álcool gel, além de evitar aglomerações.

Em Bauru, assim como no Brasil, a variante dominante ainda é a gama, conhecida como P.1 ou amazônica. No mundo, contudo, a delta já tem mostrado predominância na maioria dos países, conforme alerta da OMS.

ENVIO DE AMOSTRAS

Como forma de monitorar a doença por aqui, o poder público, por meio do laboratório regional do Adolfo Lutz no município, tem enviado, semanalmente, até 10 amostras positivas da Covid-19 para a Capital.

Os critérios para envio das análises são diversificados. Alguns lotes são mandados pela Vigilância Epidemiológica, que utiliza para isso fatores como a faixa etária do paciente diagnosticado com a doença - se ela está fora da média de casos-, se a pessoa já está vacinada ou se apresentou algum quadro clínico incomum.

Outros lotes de amostras são enviados para Capital de acordo com definições internas feitas pelo próprio Instituto Adolfo Lutz.

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