O Brasil seguiu conquistando medalhas nas Paralimpíadas de Tóquio-2020. O País ganhou um ouro nos 5.000m no atletismo, além de duas pratas vindas do hipismo e esgrima e dois bronzes na natação, nesta quinta-feira (26).
A primeira das medalhas de ouro a serem distribuídas no atletismo é do Brasil. Yeltsin Jacques, de 29 anos, faturou o ouro ao venceu os 5.000m da classe T11, para deficientes visuais com baixa ou nenhuma visão.
Correndo com uma estratégia de trocar de guia durante a prova, Yeltsin começou a corrida com o maratonista profissional Laurindo Nunes e fez a segunda metade da prova sendo guiado pelo experiente Carlos Antonio dos Santos, o Bira. Os dois guias agora também são campeões.
Dois japoneses completaram o pódio. Kenya Karasawa ficou com a prata (15min18s12) e Shinya Wada com o bronze (15min21s03). Além de Yeltsin, Julio Cesar Agripino dos Santos participou da prova, terminando na sétima colocação, com 16min26s31.
PRATAS
Com uma grande apresentação, ao som de Aquarela do Brasil, Woman in Love, de Barbra Streisand, e de Halo, de Beyoncé, o brasileiro Rodolpho Riskalla conquistou a medalha de prata no hipismo na prova de adestramento classe IV, ao marcar 74.659 na pontuação total.
O brasileiro foi o terceiro a competir, antes de outros nove conjuntos. Riskalla cumpriu todos os requisitos de movimentos exigidos no programa e demonstrou entrosamento com o cavalo Don Henrico.
Atual campeã mundial, a holandesa Sanne Voets conseguiu superar o brasileiro, com a pontuação de 76.585. O bronze ficou com o belga Manon Claeys.
No hipismo, cada grau de dificuldade é crescente de acordo com a avaliação e classificação funcional da deficiência (física ou visual) do atleta. Riskalla aderiu ao hipismo paralímpico em 2016, após perder a parte inferior das pernas, a mão direita e um dedo da mão esquerda por conta de uma meningite. Até então, Riskalla competia no hipismo olímpico, que praticava desde os oito anos de idade.
Na esgrima, após uma grande campanha, o brasileiro Jovane Guissone garantiu mais uma medalha para o Brasil: uma prata na esgrima em cadeira de rodas, espada individual B. Guissoni foi campeão olímpico em Londres-2012 e atualmente é o vice-líder do ranking mundial.
Na fase de grupos, Guissone venceu quatro de cinco disputas: o húngaro Istvan Tarjanyi, o bielorrusso Andrei Pravenich, o russo Alexander Kurzin e o chinês Hu Daoliang. Ele foi derrotado pelo ucraniano Oleg Naumenko, mas já estava classificado.
Nas quartas de final, Guissone enfrentou Ali Ammar, do Iraque, e venceu por 15 a 10, antes de derrotar o britânico Dimitry Coutya na semifinal por 15 a 13. O esgrimista encarou Alexander Kuzyukov, do Comitê Paralímpico Russo, na grande decisão e acabou derrotado por 15 a 8.
Guissone foi ouro em Londres-2012, na 1ª medalha da esgrima paralímpica brasileira, e caiu nas quartas na Rio-2016.