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'Nasci de novo', diz refém; familiares se despedem dos mortos

Estadão Conteúdo
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Um dos reféns da quadrilha que atacou bancos e aterrorizou a cidade de Araçatuba (SP), diz ter nascido de novo. O homem foi uma das pessoas que foram obrigadas a se posicionar nos capôs e tetos dos veículos usados pelos criminosos - e que ficaram na linha de tiro em meio ao confronto.

Ele seguia para a rodoviária da cidade quando foi parado pelos bandidos. "Mandaram eu sair do carro, arrancaram minha camisa, me puseram em cima do carro e mandaram eu segurar forte, pois, se eu caísse, me davam um tiro."

Após ser libertada, a vítima saiu correndo, depois foi a uma igreja rezar. 

VELÓRIO

O corpo do personal trainer Márcio Victor Possa da Silva, de 34 anos, foi velado no Memorial Laluce. A irmã, Giovana Ferreira da Silva, contou que Márcio era um dos reféns que foram amarrados sobre veículos e transformados em escudo humano. " Pelas imagens que a gente viu, era ele em cima daquele carro branco. O corpo foi achado na praça, então a gente acha que ele caiu ou tentou fugir", disse. Segundo Giovana, o irmão foi morto com dez tiros. "Foi muita crueldade, uma coisa inimaginável".

Já Renato Bortolucci, de 38 anos, foi baleado enquanto tentava filmar os bandidos. Bortolucci deixa mulher, enteada e filha.

O amigo da família, Jair Moura, negou a versão segundo a qual Renato teria levado a mulher para casa e voltou ao local do tiroteio. "A esposa dele estava no rancho da família, no rio Tietê, distante dali. E estranhou porque o marido ficou de buscá-la.

Renato foi visto pelos bandidos fazendo a filmagem e tentou dar ré, mas bateu em outro veículo. Levou três tiros.

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