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Após fim dos banheiros no Vitória, calçadas viram 'sanitário ao ar livre'

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Moradores e comerciantes das imediações do Vitória Régia reclamam que, após a Prefeitura de Bauru demolir os banheiros públicos do parque, no último dia 19 de agosto, um problema que já existia piorou muito. Segundo eles, calçadas de casas e lojas aos arredores viraram uma espécie de "sanitário ao ar livre", principalmente aos fins de semana, quando há maior movimento no local.

O JC teve acesso às imagens de câmeras de segurança cedidas pelos reclamantes, que mostram vários homens e mulheres urinando nas calçadas localizadas nas imediações do parque.

Uma das reclamantes, de 31 anos, relata que o problema se intensificou há aproximadamente três finais de semana. Ela, assim como os demais entrevistados, pediu para ter a identidade preservada por questões de segurança.

"O parque está sem fiscalização e tem um pessoal fazendo churrasco e 'pagodão' por lá, especialmente na tarde dos domingos, tem karaokê e até grupo musical com instrumento. Aí, como os banheiros foram demolidos, essas pessoas têm urinado nas calçadas em peso. E nós não aguentamos mais isso. Meu filho sai no quintal para brincar e dá de cara com pessoas urinando. Quando o evento é da prefeitura, pelo menos, tem banheiro químico no parque", reclama a comerciante, que mora e trabalha na rua Capitão Gomes Duarte.

"O Vitória Régia deveria ter um banheiro igual ao da Praça Rui Barbosa, que tem um funcionário que cuida. Até porque o parque é cartão-postal da cidade e recebe famílias e crianças de todos os cantos, inclusive, de fora do município", complementa.

LIMPEZA PREJUDICADA

Outro comerciante do local, de 54 anos, acrescenta que a situação fica ainda mais difícil diante da escassez de água, já que a região é abastecida pelo Rio Batalha e vive sob sistema de rodízio. "Está difícil. Toda segunda-feira tem poça de urina e justo na frente da loja, onde os clientes frequentam. Já recolhemos até fezes por aqui. E o problema é que, às vezes, falta água para limpar tudo. A prefeitura precisa pensar em novos banheiros", reclama o vendedor.

Também moradora das imediações do parque, uma dentista, de 33 anos, diz não suportar mais a situação. "Além de ser impossível dormir por causa do barulho, ainda temos que conviver com o cheiro de urina. Eu tenho um filho de 5 meses, é complicado isso. As pessoas urinam no muro de casa e o cheiro entra pelo vitrô da cozinha", critica.

ESTUDARÁ O PROBLEMA

Em nota, a prefeitura diz que estudará o problema para verificar qual a melhor solução. "O chefe de gabinete não foi procurado pelos moradores do entorno e está à disposição para uma reunião", ressalta o Executivo municipal, em nota.

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