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Escassez hídrica: vice-governador de S. Paulo vê riscos de apagões

Estadão Conteúdo
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São Paulo - O vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), disse que há riscos de apagões elétricos no País neste ano e no próximo. Garcia afirmou que, apesar da tradição de planejamento, já há algum tempo não há programação para o setor elétrico no País.

"A gente sabe que o setor elétrico brasileiro sempre foi muito organizado, e o planejamento lá deve ser de anos e anos. Já há algum tempo nós não temos esse planejamento claro para o setor energético brasileiros e temos um risco muito sério de um apagão nos próximos meses e principalmente em 2022, quando teremos grandes dificuldades", destacou Garcia. "Só agora que o governo federal se atentou para o tema que nos preocupa muito", completou.

Segundo o vice-governador, apesar do risco de crise hídrica para os próximos meses de estiagem, não há risco de desabastecimento de água nos reservatórios que atendem a região metropolitana da capital para este ano ou o próximo.

Entre as medidas para reduzir o risco, Garcia destacou as obras de interligação de reservatórios e de redução de perdas no transporte. Entretanto, Garcia afirmou que há desafios a serem superados no interior, como na região de Franca.

GRANDE SÃO PAULO

Os níveis dos reservatórios que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo estão mais baixos do que em 2013, ano que antecedeu a crise hídrica. Os sete sistemas operados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) responsáveis por garantir água para a região têm, atualmente, 43,4% da capacidade total. Há oito anos, no mesmo período, eles alcançavam 57,3% do total. Eram, então, mais de 1 trilhão de litros de água. Hoje, são 844,6 bilhões de litros.

De lá para cá foi criado um sistema adicional, o São Lourenço, que conta atualmente com 51,2 bilhões de litros, 57,7% do potencial total de armazenamento. 

 

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