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Melhor da história


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Com as duas medalhas de ouro conquistadas nesta sexta-feira (3) nas Paralimpíadas de Tóquio, o Brasil chegou a 21 e igualou a marca registrada em Londres-2012. Se ainda não pode dizer que estabeleceu um novo número recorde de ouros, a campanha já é a melhor da história paralímpica.

Na Inglaterra, foram 21 ouros, 14 pratas e oito bronzes (43 no total), com a sétima posição no quadro de medalhas. Em Tóquio, a dois dias do fim dos Jogos, são 21 ouros, 15 pratas e 27 bronzes (63 no total), também na sétima posição até aqui.

O recorde absoluto de medalhas é do Rio-2016, com 72. Em casa, o Brasil ficou na oitava posição do quadro geral por causa do número mais baixo de ouros. Foram 14, com 29 pratas e 29 bronzes.

Os ouros desta sexta-feira foram inéditos. No torneio masculino de goalball, a medalha dourada foi com vitória sobre a China. O outro ouro veio com Fernando Rufino na canoagem velocidade, prova de 200m, da categoria VL2 (utilização apenas dos braços e do tronco).

Thiago Paulino dos Santos também sagrou-se campeão no arremesso do peso classes F56/F57 (para atletas com deficiências diversas que competem sentados), com a marca de de 15,10m, mas teve resultado anulado por revisão a pedido da China e ficou com o bronze. Cabe recurso da anulação do arremesso. A mesma prova ainda teve Marco Aurélio Borges com a prata (14,85m). Com a revisão, o chinês Guoshan Wu, que fez 15,00m, ficou com o ouro.

Além dessas quatro medalhas, foram mais quatro no décimo dia de competições das Paralimpíadas de Tóquio. Luís Carlos Cardoso ficou com a prata na canoagem velocidade, na prova de 200m do caiaque classe KL1 (com uso apenas dos braços na remada). O nadador Wendell Belarmino levou o bronze nos 100m borboleta S11 (atletas cegos), assim como João Victor Teixeira no lançamento do disco F37 (paralisados cerebrais andantes) e Silvana Fernandes no taekwondo K44 (atletas com amputação unilateral do braço) até 48kg.

NO TOPO DO PÓDIO

A Seleção Brasileira masculina de goaball conquistou uma inédita medalha de ouro com vitória sobre a China na decisão por 7 a 2. Os três jogadores titulares da equipe verde-amarela marcaram gols. Foram três de Leomon Moreno (dois deles em penalidades), três de Josemarcio, o Parazinho, e um de Romário. Alex de Melo Sousa, Emerson da Silva e José Roberto Ferreira de Oliveira também integram a equipe campeã.

O Brasil, atual bicampeão mundial, já tinha uma medalha de prata (Londres-2012) e uma de bronze (Rio-2016) e agora consegue ir ao lugar mais alto do pódio pela primeira vez com uma campanha quase perfeita.

Na primeira fase foram três vitórias em quatro jogos -11 a 2 sobre a Lituânia, 10 a 4 contra a Argélia e 8 a 3 diante do Japão - e apenas uma derrota, 8 a 6 para os Estados Unidos. No mata-mata, triunfos por 9 a 4 sobre a Turquia e novamente contra os lituanos, que defendiam o título de 2016, por 9 a 5, antes da final.

Na canoagem, Fernando Rufino ficou com o ouro com tempo de 53s077. O brasileiro venceu a decisão, seguido por Steven Haxton (Estados Unidos) e Norberto Mourão (Portugal). O também brasileiro Luis Carlos Cardoso terminou em 7º.

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