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Grito dos Excluídos 2021 alerta para a alta de famílias em vulnerabilidade

Guilherme Tavares
| Tempo de leitura: 2 min

Com o tema "A vida em primeiro lugar", o Grito dos Excluídos deste ano faz um alerta para o amento no número de famílias necessitadas em razão do agravamento da crise econômica. Sem sair às ruas de Bauru no dia 7 de Setembro, os participantes do movimento ecumênico também aproveitam a oportunidade para discutir a polarização política em torno da vacinação contra a Covid-19.

De acordo com o padre Milton César Carraschi, assessor eclesiástico do Setor de Caridade da Diocese de Bauru, antes da pandemia, cerca de 800 cestas básicas eram distribuídas por mês na cidade. "No começo deste ano, chegamos a distribuir 1,2 mil e agora, seguramente, esse número é ainda maior. E se tivermos 2 mil cestas com certeza vamos entregar todas", afirma. As arrecadações, no entanto, não seguiram no mesmo ritmo. "O poder econômico da população reduziu. Nós estamos em um período de fechamento de micro e pequenas empresas, eram pessoas que colaboravam, mas agora não doam mais", acrescenta.

Ainda segundo o sacerdote, o objetivo do Grito é dar voz a grupos que nem sempre têm espaço. "O tema deste ano está diretamente relacionado com os efeitos da pandemia, que trouxe uma espécie de desmonte dos direitos sociais. E com isso temos mais pessoas empobrecidas, mais gente sem acesso à comida e um aumento do desemprego", diz o padre Milton.

"Nossas pastorais têm trabalhado bastante para conseguir manter a assistência a essas pessoas. Hoje temos pelo menos 11 mil famílias vivendo em situação de vulnerabilidade em Bauru. São pessoas vivendo em situação de miséria. Basta andar pela periferia da cidade. A situação é grave, vai perdurar e pode até se agravar", afirma José Eduardo Rubo, coordenador do Setor de Caridade da Diocese de Bauru.

VACINA

Outro debate proposto neste ano é sobre a polarização política em torno da vacinação contra a Covid-19. "Muitas pessoas morreram em função da pandemia porque nós tivemos atraso dos nossos representantes políticos na hora de vacinar toda a população. Neste momento, o que a gente precisa é de vacina. Não precisamos colocar mais uma vez um viés político e econômico também nessa questão. Nada está acima da vida", afirma o padre Milton.

 

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