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Melhorar produtividade e eficiência energética pode minimizar impactos

Tisa Moraes
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Levantamento realizado pelo Sindicato das Micro e Pequenas Indústrias do Estado de São Paulo (Simpi) em julho revela que 66% destes negócios gastam até 10% do faturamento com a conta de energia, sendo que 16% despendem entre 10% e 20% do que ganham e 8%, mais do que 20%. E, segundo a entidade, os percentuais de comprometimento da receita têm aumentado desde então.

Conforme destaca o economista Carlos Roberto Sette, a pressão sobre o preço da energia, ocasionada pela crise hídrica, ocorre em um momento em que as empresas ainda estão se recuperando de outra crise, de ordem econômica, provocada pela pandemia. E, como este custo operacional não será reduzido no curto prazo, uma saída é buscar compensar o aumento das despesas a partir da melhoria da produtividade.

"A eficiência da fábrica é algo que está sob o controle do gestor", frisa. Analista técnico do Centro Sebrae de Sustentabilidade do Estado do Mato Grosso, o engenheiro eletricista Rhauan Romagnolli Dias orienta a adoção de medidas de eficiência energética de baixo custo, como uso da iluminação e ventilação natural, higienização de lâmpadas e luminárias e desligamento de aparelhos elétricos e eletrônicos que estejam sem uso.

ENERGIA SOLAR

Já para as empresas que tiverem capacidade de investimento, ele sugere negociar a instalação de energia solar fotovoltaica, viável para os micro e pequenos negócios. "O Sebrae também oferece consultorias que permitem à empresa, sem muito investimento financeiro, diminuir custos. Pode ser mesmo até por meio de uma mudança de cultura, com adoção de práticas simples, mas capazes de reduzir em até 30% o custo da energia", completa.

 

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