Se esta reforma do Imposto de Renda (I.R.) fosse boa para o País, como a aprovada na Câmara Federal, por 398 votos a favor e 77 contra, o mercado não estaria em polvorosa e a Bolsa não teria despencado 2,29% na última quarta-feira.
Ora, se nos países sérios todos pagam impostos, por que os que têm empresas no Simples e faturam até R$ 4,8 milhões por ano devem ficar isentos?
Nesta reforma transloucada, até as farmacêuticas perderam benefícios fiscais, e remédios podem ser reajustados em até 12%.
Porém, para reduzir o Imposto de Renda das empresas de 15% para 8%, os dividendos, ou lucro distribuídos aos sócios e diretores das empresas, do projeto inicial de 20%, reduziram para 15%.
E para os trabalhadores que eram isentos com rendimentos de até R$ 1.903,98, a isenção passou para até R$ 2,5 mil. Que deve dar uma vantagem em torno de medíocres R$ 10,00 por ano. Um absurdo!
Ou seja, muitas vantagens para quem, como no Simples, ganha bem, e esmola para os que ganham insuficientes pouco mais de 2 salários mínimos.
E o governo do presidente Jair Bolsonaro deve estar feliz, assim como os irresponsáveis deputados que votaram a favor desta afronta à Nação!
O autor é colaborador de Opinião.