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Lira critica excessos ("é hora de dar um basta") e Pacheco pede diálogo

Estadão Conteúdo
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Brasília - Sem citar o presidente Jair Bolsonaro, o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), fez um pronunciamento na tarde desta quarta-feira em que criticou "radicalismo e excessos" e disse que não pode "mais admitir questionamentos" sobre a questão do voto impresso.

"Diante dos acontecimentos de ontem (do 7 de setembro), quando abrimos as comemorações de 200 anos como Nação livre e independente, não vejo como possamos ter ainda mais espaço para radicalismo e excessos", afirmou Lira.

"Conversarei com todos e todos os Poderes. É hora de dar um basta a essa escalada, em um infinito loop negativo, bravatas em redes sociais, vídeos e um eterno palanque deixaram de ser um elemento virtual e passaram a impactar o dia a dia do Brasil de verdade", disse.

PÁGINA VIRADA

Ele também criticou a insistência na defesa do voto impresso em 2022, proposta já rejeitada pela Câmara dos Deputados no mês passado. "Não posso admitir questionamentos sobre decisões tomadas e superadas, como o voto impresso. Uma vez decidido, é página virada". 

Na sua fala, Lira não fez qualquer menção ao impeachment do presidente. Presidentes de 12 partidos de centro e de esquerda iriam discutir na noite desta quarta-feira (8) o apoio ao impeachment de Bolsonaro e como mobilizar as bancadas na Câmara, que votam primeiro o impedimento presidencial. A decisão de aceitar um pedido, porém, é dele.

"Vou seguir defendendo o direito dos parlamentares à livre expressão e a nossa prerrogativa de puni-los eventualmente se a Casa, entender que cruzaram a linha."

SENADO

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), divulgou um vídeo criticando o extremismo nas manifestações e cobrando respeito à Constituição.

Pacheco afirmou que, tanto para os brasileiros nas manifestações quanto para aqueles que não foram, há uma realidade: um país em crise. "Essa solução não está no autoritarismo, não está nos arroubos antidemocráticos, não está em questionar a democracia. Essa solução está na maturidade política dos Poderes constituídos de se entenderem", disse o senador.

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