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Barroso rebate ataques de Bolsonaro

Estadão Conteúdo
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Brasília - Na abertura da sessão do Tribunal Superior Eleitoral desta quinta-feira (9) o presidente Luís Roberto Barroso rebateu diretamente às alegações, sem provas, feitas pelo presidente Jair Bolsonaro durante os discursos em manifestações do feriado de 7 de setembro. O magistrado destacou que não se pode "permitir a destruição das instituições para encobrir o fracasso econômico, social e moral" que o País vive. "A democracia tem lugar para conservadores liberais e progressistas. O que nos une é o respeito à Constituição. A democracia só não tem lugar para quem pretende destruí-la", afirmou Barroso.

Em um discurso duro, assim como fez o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, na tarde de anteontem, o presidente da corte eleitoral disse que o País passa por um "momento grave" e que a "marca Brasil" sofre uma desvalorização global: "A falta de compostura nos envergonha perante o mundo. Somos vítimas de chacota e desprezo mundial, um desprestígio maior do que a inflação, do que o desemprego, do que a queda de renda, do que o desmatamento da Amazônia".

Outro fator que aproximou o discurso de Barroso com o de Fux foi a citação direta a Jair Bolsonaro, que insuflou seus apoiadores contra as instituições do Judiciário e prometeu desrespeitar decisões judiciais que venham a ser emitidas pelo ministro Alexandre de Moraes, integrante das duas cortes. O presidente do Supremo lembrou que o desacato a ordens da Justiça é crime de responsabilidade, que pode ensejar a abertura de processo de impeachment.

VOTO IMPRESSO

Ao rebater Bolsonaro sobre o voto impresso, por exemplo, Barroso sinalizou, mais uma vez, que a contagem pública manual de votos "seria um retorno ao tempo da fraude e da manipulação". "Contagem pública anual de votos é como abandonar o computador e regredir não à máquina de escrever, mas à caneta tinteiro. Se tentam invadir o Congresso Nacional e o STF imaginasse o que não fariam com as sessões eleitorais".

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