Nova York - Com o gosto da derrota na guerra do Afeganistão, os norte-americanos começaram no final da tarde desta sexta-feira (10) as homenagens às vítimas de 11 de setembro de 2001 quando terroristas sequestraram e tomaram o controle de quatro aviões de passageiros. Um deles foi atirado contra o Pentágono. Outro caiu em um campo aberto na Pensilvânia. Os dois últimos lançados contra as duas torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York.
O mundo inteiro parou quando a primeira aeronave atingiu a torre norte, às 8 e 46 da manhã. Os canais de TV passaram a transmitir ao vivo imagens do prédio em chamas, e o desespero das pessoas que tentavam sair de lá. Poucos minutos depois, às 9h03... até parecia que a televisão estava exibindo um replay do impacto, mas era o segundo avião sequestrado que atingia a torre sul. Duas horas depois, as duas torres desabaram em Manhattan. 2.996 pessoas morreram nos quatro ataques, e mais de seis mil ficaram feridas.
IMPACTO POLÍTICO
Os ataques de 11 de setembro de 2001 impactaram a política externa dos Estados Unidos. A partir dos atentados, o país direcionou suas ações com mais força em direção ao Oriente Médio.
Quase um mês após os ataques às Torres Gêmeas, o então presidente americano George W. Bush anunciou a guerra contra o Afeganistão. Os Estados Unidos tirariam do poder o Taleban, que abrigava a Al Qaeda, autora dos atentados. Vinte anos depois, quando o atual presidente americano Joe Biden conduziu os EUA ao fim da guerra, retirando as tropas do Afeganistão, o mundo viu o Taleban voltar ao poder em um tempo extraordinário.