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USP registra tremor de terra de magnitude 3.6 em Guaimbê

Por Rafaela Monteiro - estágio sob supervisão | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Os moradores da cidade de Guaimbê (124 quilômetros de Bauru) foram acordados na manhã desta quarta-feira (15) com um tremor de terra de magnitude 3.6 na escala Richter, que vai até 10.

Trata-se da segunda vez, apenas neste ano, que abalos sísmicos são registrados na região. Em março, por exemplo, eles atingiram magnitude 3. O tremor reverberou nas cidades de Lins e Júlio de Mesquita. 

O fenômeno foi registrado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP). O epicentro aconteceu às 6h09, de acordo com o que apontou a Rede Sismográfica Brasileira, da qual o centro da universidade faz parte. 

Em publicação no Facebook, uma moradora afirmou ter visto os móveis de sua casa balançarem com o abalo sísmico. "Aqui na minha casa meu guarda-roupa é enorme e muito pesado ele tremeu inteirinho A nossa cama tremeu. Tudo, tudo tremeu", escreveu.

Outra ainda comentou na rede que ouviu barulhos durante o fenômeno. Já em outro post, uma moradora diz ter corrido, ainda de pijama, para fora de casa.

O Centro de Sismologia da USP informou à reportagem que "pequenos tremores assim podem ocorrer em qualquer lugar do Brasil e se devem a pressões geológicas presentes da crosta terrestre."

A instituição ainda afirmou que não é raro que em algumas localidades do País existam tremores mais frequentes que outros e que ainda não se sabe exatamente o motivo de Guaimbê já ter registrado o fenômeno mais de uma vez.

"O Estado de São Paulo é uma das regiões com menor sismicidade do Brasil. Outras regiões como Ceará, Rio Grande do Norte e Mato Grosso costumam ter tremores mais frequentes e mais fortes", diz a instituição. "Os tremores de terra são imprevisíveis e não há como saber se ocorrerão outros tremores em Guaimbê." O Centro de Sismologia ainda cita que tremores que não ultrapassem magnitude 4 "raramente provocam algum dano".

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