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De trocadilhos até paródias: empresas bauruenses apostam em nomes criativos

Guilherme Tavares
| Tempo de leitura: 3 min

Para encarar a concorrência e atrair clientes, comerciantes de Bauru têm lançado mão de trocadilhos a paródias, tudo com muita criatividade, para batizar seus negócios. Aliado ao bom atendimento e a produtos de qualidade, o diferencial ajuda a turbinar a marca e a atravessar a crise.

A empresária Daiana Grejo passou dias quebrando a cabeça com o marido e a sócia para juntos definirem como chamariam o negócio - a primeira confeitaria pet de Bauru, que vende biscoitos, cupcakes e até salgados para cães. Depois de muitas sugestões, debates e tentativas, eles chegaram a um consenso: Auforno.

"Ficamos pensando em nomes que remetessem a pets e também à padaria. Como tudo o que a gente faz vai ao forno, achamos que juntaria os dois conceitos", explica. A loja foi aberta em junho de 2019 e, até pelo ineditismo no Interior (só na Capital paulista havia outra, relata), precisavam consolidar o trabalho. Então veio a pandemia. "E justamente quando começava a dar retorno. Foram tempos difíceis, tivemos que segurar as pontas. Mas o nome da loja, com certeza, ajudou manter as portas abertas", conta Daiana.

NA HORA DA FOME

Os nomes curiosos se multiplicam especialmente entre restaurantes, ainda mais os listados em aplicativos de comida. Em meio a tantas opções, nomes como Mafioso Macarrone, Quando Tudo Acaba em Pizza e Fomeflix possuem maior chance de despertar interesse - esse último ainda batiza os pratos com paródias de produções famosas, como Prison Bacon, Demoliburguer ou Game of Fomes. Há ainda quem se inspire em populares jogos de videogame, como Super Mario Dog ou Angry Burguer's.

"Eu jogava muito Angry Birds. Quando fomos abrir a lanchonete, minha filha deu essa ideia e achei sonoro, pegou", diz o empresário Phelipe Lopes Pereira, que aposta no delivery de lanches desde fevereiro deste ano.

Quem também usou a criatividade para encarar a pandemia foi o empresário Júlio César Ignácio. Ele resolveu trocar a loja de tênis e calçados por um carrinho de espetinhos em março deste ano. O novo negócio foi batizado de Spetex - uma alusão ao Sedex, inclusive nas cores, logomarca e uniforme.

"Eu sempre gostei de inventar nomes, colocar algo que chamasse a atenção. As pessoas memorizam, brincam, fica fácil de guardar", afirma. No ramo de vestuário há 15 anos, ele se viu obrigado a se aventurar em outra área e o novo nome ajudou. "Na loja, a gente não sabia se poderia abrir, quanto tempo, se tinha que fechar (na pandemia). Pensei em trabalhar com alimentação, porque todo mundo precisa comer. E o nome com certeza ajudou, até porque era um negócio novo, tinha que me tornar conhecido", explica.

JOGO DE PALAVRAS

Já o empresário Nilson Soares há quatro anos comprou um negócio que já tinha nome: Filho da Fruta. Ele nem cogitou trocar. "Ajuda muito a vender, mas não sei de onde veio o nome", afirma. Talvez os entreveros entre motoristas e ciclistas quando a avenida Comendador José da Silva Martha ainda não tinha ciclofaixa possam explicar o nome. "Acho que tem a ver com o trânsito. Às vezes alguém levava uma fechada, tinha um bate-boca e o pessoal sempre soltava uns palavrões", conta Nilson.

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