Viver Bem

Os benefícios da dieta vegana

Suzana Corrêa
| Tempo de leitura: 2 min

"Para mim, o veganismo não é uma linha reta. Hoje em dia me sinto feliz por não ter mais recaídas, mas elas aconteceram no começo", confessa Luísa Motta, de 22 anos, uma das influenciadoras veganas mais conhecidas do país. Dona do canal de receitas Larica Vegana, ela tem cerca de meio milhão de seguidores no Youtube, onde prepara de bacalhoadas sem peixe a fondue vegano.

O interesse pelo veganismo mais que dobrou na web entre 2015 e 2021, segundo o Google. E a tendência se reflete à mesa: pesquisa do Ipec (antigo Ibope) divulgada em agosto mostrou que 46% dos brasileiros não comem carne por opção ao menos uma vez na semana e 32% preferem a alternativa vegana, em restaurantes em que é ofertada.

A redução ou eliminação do consumo de produtos animais têm sido apontada em estudos como um caminho para garantir a sobrevivência do planeta, reduzir o sofrimento dos animais e melhorar a própria saúde. "Eu nunca afirmaria que todas as pessoas se adaptam à dieta vegetariana estrita. Não falaria isso a respeito de nenhuma dieta. Existem pessoas que não se adaptam a uma dieta com carne também, como eu", afirma Luisa.

Em comum, os especialistas concordam que uma alimentação equilibrada, com verduras e frutas em abundância, melhora a saúde. E quem optar pela transição deve fazê-la com calma e muita informação sobre como fazer boas substituições.

Para a nutricionista vegana Alessandra Luglio, calma é a chave. Ela recomenda reduzir aos poucos os produtos animais e atentar para as mudanças na disposição e sensação de fome. Muito cansaço, fome ou sono podem ser alertas para ajustes necessários no tamanho das porções ou seus macronutrientes (como proteínas e carboidratos).

O bife, que era a estrela do prato, pode dar a vez a verduras, leguminosas e grãos. Pizza, hambúrguer e coxinha vegana estão liberados - mas nos finais de semana e em ocasiões especiais, como recomendado na dieta carnívora.

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