As obras que vinham sendo realizadas na Praça Portugal, em Bauru, desde o dia 13 de setembro, repercutiram entre os vereadores na sessão legislativa desta segunda-feira (20). A maioria deles se posicionou favorável às obras que pretendem mudar o sistema viário na região do entorno do praça, e que levaram ao corte de 51 árvores no local.
Embora a previsão inicial para término fosse de 90 dias, as obras foram paralisadas na sexta-feira (17), por determinação da 1ª Vara da Fazenda Pública de Bauru, após ação popular que pediu a paralisação até que a prefeitura demonstre os impactos ambientais e sociais que a retirada teria causado.
O primeiro vereador a se posicionar foi Coronel Meira (PSL), que detalhou a legalidade da interferência, com base na lei municipal 4.368 de 1.999, que trata da arborização urbana, depois de opinar que a praça estava abandonada pelos governos anteriores. "A praça era um verdadeiro lixo", afirmou. Meira defendeu a legalidade da alteração feita pelo governo de Suéllen Rosim (Patriota) ao projeto original da obra, o que teria gerado a necessidade de retirada das árvores.
FISCAIS
Guilherme Berriel (MDB), que reside próximo ao local, também se posicionou de forma favorável ao projeto, considerando as melhorias ao trânsito que as obras vão gerar, segundo ele. Berriel opinou que, como as árvores da praça já foram retiradas, as pessoas que são contrárias deveriam agora fiscalizar o plantio anunciado pela prefeitura, de 550 mudas, como compensação à retirada.
O líder do governo na Câmara, Marcelo Afonso (Patriota), exibiu o projeto da prefeitura para também se posicionar na defesa das alterações feitas.
O mais enfático no discurso foi o vereador Pastor Bira (Podemos), que defendeu as obras, citando os projetos sociais desenvolvidos pela empresa responsável e que presta o serviço à prefeitura como contrapartida para um empreendimento que realiza na região.
Estela Almagro (PT), única contrária às obras, defendeu que a gestão pública deveria ter agido com mais prudência nas alterações ao projeto. Também questionou o posicionamento de seus pares, por defenderem a retirada das árvores como argumento para o desenvolvimento da cidade, além de questionar a regularidade da ação pela prefeitura.
Presidente da Comissão de Fiscalização e Controle, Estela anunciou que pretende ouvir, nesta quarta-feira (22), todos os setores da prefeitura envolvidos na obra. Foram chamados a prefeita Suéllen e secretários, Condema e Conselho da Cidade.