Tio João e Paula, o que dizer desse dia? Estou sem chão, sem entendimento, sem explicação.
Na cabeça a insistência do porquê com eles, por que assim, por que dessa forma? Nossa família merece isso, Deus? Só sei que o Senhor sabe de todas as coisas e que, infelizmente, os bons morrem antes.
A saudade chega a rasgar o peito!
Tá difícil pensar em um remendo que consiga tapar o buraco. Sem palavras, sem ideia, sem entender nada, nadinha! Nem a maior enciclopédia do mundo poderia responder todas as interrogações da minha cabeça.
Mas, mesmo decepcionada com a vida e com suas provas diárias, ainda assim louvo a ti, Senhor, por me proporcionar esse encontro. São meus, são nossos, serão para sempre.
Peço que, em sua infinita bondade, nos dê acalento, força e esperança para continuar a nadar. Mesmo que ainda não consigamos enxergar a praia, no meio da turbulência das ondas profundas, que continuemos a nadar, e a nadar, e a nadar…
Por aqui nos resta a Saudade, ainda que ela seja bonita só na poesia, porque na vida real ela arde.
Tenho certeza que a Vó Joana, Tio Zezinho, Tio Guinho, Tia Carminha, Roger e Meu Pai lhe esperam de braços abertos. Ontem, hoje e para sempre, até breve!