Botucatu - A equipe de Cirurgia Cardíaca do Complexo Hospitalar da Unimed Botucatu realizou procedimento inédito na região: a implantação de uma ECMO - máquina de oxigenação por membrana extracorpórea - que tornou-se conhecida em abril deste ano, quando foi utilizada no humorista Paulo Gustavo, vítima de Covid-19. A avançada terapia, que já é realizada no Brasil em grandes centros de referência, é indicada em casos bastante específicos e exige uma estrutura hospitalar com profissionais capacitados. Ela não é coberta pelos planos de saúde e ainda não está disponível em larga escala no Sistema Único de Saúde (SUS).
A ECMO foi instalada no paciente da Unimed Botucatu, que não teve a sua identidade divulgada, por uma equipe comandada pelo cirurgião cardíaco Marcello Laneza Felicio, na primeira semana de setembro. "Esta modalidade de assistência circulatória mecânica mantém o paciente vivo enquanto o pulmão diminui seu trabalho e se recupera. O implante da ECMO foi bem sucedido e esperamos que mais pacientes possam se beneficiar deste procedimento", diz Felicio.
Médicos, enfermeiros, técnicos e fisioterapeutas da UTI receberam orientações de suporte ao paciente que, nas primeiras 48 horas após o procedimento, foi acompanhado por equipe multiprofissional exclusiva. "Toda a equipe recebeu orientações de manuseio com a ECMO e cuidados específicos na assistência ao paciente, que exige bastante atenção, com monitoramento e exames realizados periodicamente", explica o enfermeiro que coordena a UTI adulto, Roberto Oliveira.
Segundo o hospital, o paciente segue conectado ao pulmão artificial e a expectativa é que esse tratamento se estenda por pelo menos duas a três semanas. No país, a utilização da ECMO por mais tempo foi de 33 dias, com recuperação do paciente. "É importante ressaltar a qualidade da equipe e da infraestrutura, que está apta a acompanhar avanços tecnológicos e praticar a medicina de excelência, que nos norteia", afirma o diretor técnico do Complexo, Celso Pizarro.