Ao tratar o pet como membro da família, o consumidor aumenta os gatos: este ano, segundo o IPB, o setor vai faturar R$ 46,5 bilhões, uma alta nominal de 14%, sem descontar a inflação. Alimentação e saúde são os investimentos mais relevantes: só em clínicas e hospitais veterinários devem ser gastos R$ 8,3 bilhões este ano, segundo o IPB. E se, no passado, os tutores preparavam a comida para o cão com quirela, junto com as sobras do almoço ou da janta, agora existe uma preocupação com alimentação balanceada. A BRF, gigante dos alimentos, dona de Perdigão e Sadia, sabe disso. A empresa entrou no mercado há quatro anos, com a marca Balance. Mas este ano a aposta mais do que dobrou: por meio da subsidiária BRF Pet, o grupo investiu R$ 1,35 bilhão na compra de duas fabricantes de rações, a Mogiana Alimentos e o Grupo Hercosul. As compras fizeram a BRF Pet atingir 10% de participação em volume no mercado de ração, que tem forte presença de multinacionais como Mars (dona das marcas Pedigree, Royal Canin e Whiskas) e Nestlé (Purina). A Nestlé Purina, por sinal, acaba de anunciar investimentos de R$ 1 bilhão em um novo parque industrial em Santa Catarina. Além de abastecer o mercado local, a nova planta vai exportar ração para Europa, Estados Unidos e outros países da América Latina. Em maio, a empresa já tinha anunciado um investimento de R$ 120 milhões para expandir em 30% a produção em Ribeirão Preto (SP). "O mercado pet é uma das grandes oportunidades de crescimento da companhia para os próximos dez anos", diz Marcel Sacco, vice-presidente de novos negócios da BRF. As rações são o maior segmento do mercado pet, respondendo sozinhas por vendas de R$ 24,5 bilhões este ano, segundo o IPB. O mercado pet também chamou a atenção da Coala, fabricante de produtos de limpeza. A companhia anunciou em julho uma nova linha de xampus, condicionador, colônias e educador sanitário para animais de estimação, que começa a ser vendida em todo o país em outubro. Nas duas maiores varejistas do setor - Petz e Cobasi -, a ordem tem sido ganhar escala no mundo digital, onde a Petlove é a maior rival de ambas. O petshop online recebeu no ano passado um novo sócio, o fundo japonês Softbank para a América Latina, que injetou R$ 250 milhões no negócio. Para avançar ainda mais no mercado, Petz e Cobasi tem feito aquisições.
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