Economia & Negócios

Acib apoia Facesp para que IOF incida só em operações acima de R$ 100 mil


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A Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib) vê de forma positiva a solicitação que a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) fará ao Ministério da Economia para que as regras do aumento temporário do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sejam alteradas. O pedido é para que o acréscimo seja aplicado somente em operações financeiras que ultrapassem os R$ 100 mil.

A solicitação tem por finalidade oferecer uma sobrevida às micro e pequenas empresas (MPEs), que ainda sentem os efeitos da crise econômica gerada pela pandemia da Covid-19.

O presidente da Facesp, Alfredo Cotait Neto, aguarda uma audiência com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e com técnicos da pasta para apresentar e defender a proposta.

Segundo o presidente da Acib, economista Reinaldo Cafeo, o aumento do IOF trará consequências para os empreendedores que já estão bastante fragilizados em virtude dos impactos econômicos ocasionados pela pandemia. "Para as empresas, que já foram duramente penalizadas, essa elevação do IOF vai aumentar o custo do crédito, reduzindo a competitividade e dificultando a retomada de investimentos", observou.

O aumento temporário do IOF foi anunciado na semana passada pelo governo, que ampliou a alíquota cobrada sobre operações de crédito de pessoas físicas e jurídicas. A ampliação será válida até 31 de dezembro deste ano.

Para as pessoas físicas, o IOF passa da alíquota atual de 0,0082% ao dia (equivalente a 3% ao ano) para 0,01118% ao dia (4,08% ao ano). Haverá aumento no cheque especial, no crédito pessoal e no financiamento de veículos.

Já para as pessoas jurídicas, sobe de 0,0041% para 0,00559% ao dia (ou 1,5% para 2,04% ao ano). O que afeta o capital de giro e a antecipação de recebíveis.

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