Economia & Negócios

Petrobras sinaliza majoração de preço após Bolsonaro pedir redução

FolhaPress
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Rio de Janeiro - A Bolsa de Valores fechou em alta de 0,27% nesta segunda-feira (27), a 113.583 pontos, em um pregão marcado por oscilações geradas por declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) envolvendo a política de preços de combustíveis praticada pela Petrobras. Além disso, o dólar subiu pela quarta vez seguida e aproxima-se de R$ 5,38.

A estatal, que tinha iniciado o dia subindo quase 2% impulsionada pela alta do petróleo, passou a devolver os ganhos após os comentários de Bolsonaro no final da manhã desta segunda.

O presidente afirmou ter se reunido com o ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) para discutir formas, na Petrobras, de "diminuir o preço" de combustíveis "na ponta da linha".

"Hoje estive com o ministro Bento, conversando sobre a nossa Petrobras, o que podemos fazer para melhorar, diminuir o preço na ponta da linha. Onde está a responsabilidade?", questionou Bolsonaro.

SEM INTERVENÇÃO GOVERNISTA

Horas depois, a diretoria da estatal anunciou uma entrevista à imprensa para tratar do tema, o que inicialmente reforçou a preocupação do mercado sobre eventuais intervenções do governo.

O temor se dissipou ao início da entrevista, com a Petrobras reafirmando a política de preços ao explicar que os combustíveis podem sofrer novos reajustes. Os papéis da empresa iniciaram uma recuperação a tempo de encerrar o pregão em alta de 0,89%.

A valorização do petróleo no mercado internacional é potencializada pela redução da produção no Golfo do México após a passagem do furacão Ida e pela expectativa de aumento da demanda com a retomada econômica no pós-pandemia.

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