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Polícia vai investigar caso de mãe que procura filha de 8 anos em Bauru

Larissa Bastos
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Civil de Bauru, por meio da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), informa que instaurará inquérito nos próximos dias para investigar o caso da mãe que procura pela filha, de 8 anos, que veio para a cidade passar as férias de julho com o pai e, desde então, não foi devolvida. As identidades dos envolvidos não serão divulgadas em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para não identificar a criança.

A situação tem repercutido em Bauru, inclusive, em alguns pontos, foram colocados cartazes oferecendo recompensa em troca de informações sobre a garota, além do compartilhamento de publicações nas redes sociais. 

De acordo com o delegado-assistente da DDM, Gustavo Bertho Zimiani, responsável por conduzir as apurações, a mãe da criança, moradora de Cuiabá (MT), procurou a Polícia Civil de Bauru para registrar um boletim de ocorrência (BO) em 16 de setembro último, alegando que a filha veio para o município há pouco mais de dois meses passar as férias com o pai, que mora na cidade. Porém, até o momento, a menina não foi encontrada e o genitor estaria se negando a revelar onde ela está.

Diante disso, ainda segundo o delegado, a mãe procurou a Justiça de Mato Grosso, que expediu, em agosto, um mandado de busca e apreensão determinando a devolução da menina. "Na primeira tentativa de cumprimento, a criança não foi encontrada com o pai, em Bauru. Então, o oficial de Justiça registrou um BO por desobediência", explica Zimiani.

Já na segunda tentativa, realizada no dia 23 último, policiais da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Bauru deram apoio ao oficial e abordaram o veículo da avó paterna, que trafegava por uma rodovia em Piratininga. "A mulher se negou a revelar a localização da criança e ainda se desentendeu com os policiais. Ela acabou sendo levada para a Deic e, lá, foi registrado um BO por desacato, resistência e desobediência", detalha o delegado.

Segundo a polícia, a suspeita é de que a menina teria sido levada pela avó paterna para a casa de uma familiar, em Santa Catarina. "Sabe-se que existe uma disputa muito grande entre os pais pela guarda da menina e não é a primeira vez que o pai age dessa forma. Inclusive, ocorreu uma situação parecida em abril deste ano. A mãe relatou que a guarda é compartilhada, sendo Cuiabá (MT) a referência de lar e o pai tem o direito a visitá-la. Temos aqui os documentos apresentados pela mãe e, com a instauração do inquérito, será possível analisar melhor todas essas questões, ouvir os lados. A princípio, pode ser que as investigações verifiquem uma possível subtração de incapaz, porém, ainda será avaliado", pondera Zimiani.

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