Filho: Ganhar mais, pai, por mérito próprio até entendo, mas acha justo uma pessoa já sair em vantagem na vida devido a "herança"?
Pai: É verdade, filho, a "herança" enquanto riqueza, é algo já consagrado na sociedade, que pode passar de geração para geração e propiciar aos ricos mais possibilidades para seus filhos e netos avançarem, ao cursarem as melhores escolas, enquanto os pobres não têm esta vantagem.
Filho: Então, a herança não acaba perpetuando a "riqueza e a pobreza" nas famílias, pai?
Pai: Não sei dizer a porcentagem, mas nem toda família rica aproveita esta vantagem e alguns pobres acabam se superando por fora, filho! Entretanto, sem depender da família, para tentar igualar a capacidade de competição, o Estado deveria oferecer ensino "gratuito de qualidade", pelo menos para os alunos que demonstrassem um bom potencial para avançar. Melhoraria ainda mais se fosse incluído alimentação e demais equipamentos escolares.
Filho: Acha que assim o pobre pode avançar mais que o rico, pai?
Pai: Ai vai depender de cada um! Num País onde o "mérito" prevalece, vai avançar mais quem aproveitar melhor, que pode ser "o rico ou o pobre", e o que vai decidir é a "habilidade e determinação" acumulada por cada um.
Filho: Estas escolas de qualidade não ficariam muito caro ao País, pai?
Pai: Ficaria, filho, mas seria também mais justo. Além disso, o atual governo federal mostrou que, eliminando a corrupção, os recursos aparecem. Entretanto, para que estas escolas não fossem dominadas por professores "doutrinadores", seria necessário que elas tivessem um controle diferenciado.
Filho: Mas, que modelo de País gostaria que o Brasil seguisse, pai?
Pai: Um País desenvolvido e equilibrado socialmente como: Suécia, Canadá, Japão, HH..., atenderia bem! São capitalistas e democráticos e oferecem amplo leque de possibilidades para se adquirir uma vida digna, mas se diferenciam do Brasil em certos detalhes como a transparência, o mérito e a justiça.
Filho: Por que o Brasil, não evoluiu como estes Países, pai?
Pai: Acho o Brasil ainda travado, filho! Existem setores que, pra não perder seus privilégios, fazem tudo para anular tentativas de avanços pra todos. Temos grupos que ganham muitíssimo bem e ainda recebem do Estado vários complementos (auxílio moradia, viagem, paletó, ...); grupos que se dizem progressistas, com discursos maravilhosos pros mais pobres, mas, quando no poder, enriquece da corrupção e acabam esquecendo dos pobres; em geral o mérito é levado em conta para alguns, mas predomina os favores e o "toma, lá dá cá"; há toda uma cultura plantada na mídia em jornais nacionais, novelas e big brothers, e nas escolas por doutrinação; atividades como futebol e carnaval, que mantem parte do povo alegre e alienado.
Filho: Neste processo todo, o Bolsonaro também não erra, pai?
Pai: Erra não usando máscara e não tomando vacina, e às vezes também erra na forma de se expressar, mas tudo isto não o caracterizam como "mau caráter", filho! Prefiro muitíssimo mais um presidente com estes erros, do que abrir uma porta para aquele presidente fingido que desviava bilhões de reais dos cofres públicos. Ao contrário do que alguns querem "taxar", Bolsonaro está fazendo muita coisa boa, algumas até inéditas, que outros governos só prometiam. Não há mais corrupção, donde surgiu a piada: "por que prefere Bolsonaro?" O outro responde: "porque todo sistema corrupto está contra ele!".
Filho: Mas, pai, Bolsonaro está também sendo acusado de tentar romper a ordem democrática, que seria o mesmo que implantar uma ditadura!
Pai: Ao contrário, filho, quem poderia ser caracterizado como "ditadura" seria o próprio STF, uma vez que, faz tempo, extrapola suas funções ao decidir algo ilegal, contrariando a própria Constituição. Bolsonaro tem reclamado disso, e para resolver esta situação, se necessário for, ele pode se utilizar do Conselho da República, um caminho constitucional perfeitamente legal.
Filho: O que se faz então, pai?
Pai: Dizem, filho, que o "sábio" é aquele que aprende com as experiências dos outros! Nada contra querermos ser o País do "futebol e do carnaval", mas seria bom pra todos lutarmos para ser também o País "do desenvolvimento, das oportunidades, do emprego e fartura". Assim, creio que a resposta para a evolução estaria na própria história dos povos que mais avançaram, e, certamente, passaram por crises de toda ordem, alguns até com guerras civis, mas que forneceram vivência e sofrimento suficientes para saberem aproveitar o que funciona ou não, na sociedade. Nestes Países, sempre houve grupos de pessoas que defenderam princípios como "honestidade, mérito, transparência, educação, justiça, ...", levando adiante com ações efetivas. Estes Países também não são perfeitos, pois são constituídos de seres humano também imperfeitos, mas isso ajudou a formar numa significativa parcela da população, consciência para assumir com determinação o "protagonismo político", e procurar viabilizar um sistema de regras de convivência mais eficaz. Neste pacote, é também necessário compatibilizá-las com uma melhor seleção de pessoas para controlar o funcionamento de todas as funções envolvidas nas instituições do Estado. Lógico, não adianta nada termos leis maravilhosas, se quem vai aplicá-las não está à altura. Isto diz respeito, por exemplo, à "doutrinação" que ocorre escancarada nas escolas, onde a função do docente seria dar uma visão "não distorcida" de mundo ao aluno. O mesmo acontece no judiciário onde ficou consagrado que sentença de juiz "não se discute, se cumpre!". Não é bem assim, pois o juiz tem que cumprir a lei também. Enfim, evoluir é um trabalho amplo e difícil, e requer grande participação da sociedade, mas, alguns Países estão conseguindo, e nós ainda engatinhando!