Em meio às discussões sobre a crise de abastecimento de água em Bauru, que dominou os discursos na sessão da Câmara desta segunda-feira (4), o vereador Marcelo Afonso (Patriota) apresentou uma alternativa que, em sua avaliação, poderia minimizar o problema. Embora não seja uma novidade, ao contrário, a opção surgiu há 13 anos e apontava o possível uso do Ribeirão Água Parada (Zona Norte) como manancial de atendimento à cidade.
O vereador enviou ofício ao Departamento de Água e Esgoto de Bauru (DAE) pedindo informações sobre um estudo que foi anunciado pela prefeitura em 2009, para iniciar em 2010, e que iria avaliar o potencial do ribeirão para contribuir com a rede de distribuição.
Conforme divulgou o Jornal da Cidade em dezembro de 2009, o estudo anunciado pela prefeitura teria como base levantameto feito pela Agência Nacional de Águas (ANA), naquele ano, que alertava para a necessidade da cidade por uma nova fonte de água até 2015, uma vez que o Rio Batalha não teria condições de manter o fornecimento de água para os 40% da população, pelo qual era responsável à época.
No ofício que o líder da prefeita enviou ao DAE, Marcelo Afonso quer saber se o estudo foi feito, qual foi a conclusão e quanto custariam as obras de captação e transporte da água.
O vereador apresentou, durante a sessão, vídeo que fez no ribeirão para confirmar a informação que conseguiu, até agora, sobre a alternativa. Segundo ele, o volume de água do córrego é três vezes maior que o do Batalha e a distância entre o ponto adequado de captação e o local de interligação com a rede da cidade, próxima à Vila São Paulo, seria de 18 quilômetros.
"Sim, acredito sim que esta opção poderia ser uma solução para este grave problema da cidade", afirmou Marcelo.
O vereador Guilherme Berriel (MDB) ressaltou a importância de aproveitar, ao máximo, todas as opções possíveis de captação superficial.
LIMITE DE POÇOS
Na época em que o estudo foi anunciado, a posição oficial da prefeitura era de que a cidade necessitava de uma alternativa, não devido à capacidade do Batalha, mas pelo baixo nível do Aquífero Guarani, que teria chegado ao limite para a perfuração de novos poços. A informação oficial da época era de que 28 poços estavam em funcionamento e quatro aposentados, por falta de vazão do aquífero.
O estudo que apontaria a viabilidade do Ribeirão Água Parada, conforme divulgou a prefeitura à época, seria feito com uso de verbas do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), no valor de cerca de R$ 150 mil. A expectativa, caso houvesse a viabilidade, era construir estações de captação e de tratamento em médio prazo. A estimativa para a obra foi de R$ 12 milhões naquele momento.