Regional

Ex-moradora de Jaú tem casa destruída durante erupção de vulcão na Espanha

Larissa Bastos
| Tempo de leitura: 2 min

Em atividade desde 19 de setembro, a lava do vulcão Cumbre Vieja, em La Palma, que fica nas Ilhas Canárias, na Espanha, já engoliu centenas de imóveis, estradas, vegetação e hortas mesmo a quilômetros de distância. Dentre esses locais destruídos está a residência da ex-moradora de Jaú Viviane Cristina Gregório de Oliveira Plasencia, de 40 anos, que deixou a cidade paulista para morar na ilha. No último domingo (3), contudo, ela lamentou a notícia de que o local onde viveu por 19 anos foi transformado em uma grande massa escura.

Viviane conta que nasceu em Ubirajara, depois morou durante muitos anos em Cabrália Paulista, até que se mudou para Jaú, em 2001. Foi lá que ela conheceu o marido Jose Alonso Plasencia de Paz, de 54 anos, que é espanhol, e, após o casamento, decidiram morar em La Palma, em 2002. Desde a mudança, há 19 anos, o casal vivia nesta mesma casa, que fica em uma região rural da ilha, a cerca de três quilômetros do vulcão.

"Em setembro, as autoridades passaram a alertar sobre a possibilidade de algum vulcão entrar em erupção e começamos a sentir terremotos muito fortes. Mas todo o alerta estava voltado para a região sul da ilha. Por isso, sequer pensamos que seríamos evacuados. Estávamos vivendo normalmente. Tanto é que, quando o Cumbre Vieja explodiu, eu e meu marido estávamos fazendo churrasco no quintal de casa e de repente ouvimos um barulho muito alto e vimos a enorme nuvem escura em formato de cogumelo no céu", relata Viviane.

Assim que viu a explosão, Viviane, o marido, o filho Gabriel Plasencia Gregorio, de 9 anos, e o cão da família, seguiram às pressas para a cidade, que fica a cerca de sete quilômetros do vulcão. "Depois que evacuamos, a lava ficou por mais de 10 dias a cinco passos do nosso quintal. Eu cheguei a voltar em casa duas vezes com a unidade militar para buscar roupas e alguns pertences. Mas no domingo, por volta das 13h, tivemos a notícia de que nossa casa não existia mais. Não sobrou um tijolo. Estamos arrasados", detalha a ubirajarense.

ABRIGO

Por conta da evacuação, a família está sendo abrigada por um casal de alemães que moram na ilha, em uma residência que fica também próximo ao vulcão, porém, no lado oposto à direção que a lava está descendo atualmente, rumo ao oceano. "O governo anunciou que está negociando uma ajuda às pessoas que perderam suas casas. Mas infelizmente nós perdemos um lugar muito privilegiado. Era um lugar muito valorizado e com um pôr-do-sol impressionante. Sem contar que tinha um valor sentimental muito grande. Meu sogro falecido construiu a casa e meu marido vive lá desde pequeno", lamenta Viviane.

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