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Em busca de paz


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O jogo que marca o retorno do são-paulino ao Morumbi pode aliviar a pressão sobre o São Paulo e o técnico Hernán Crespo ou aumentá-la ainda mais. O time tricolor encara o Santos no clássico desta quinta-feira (7), às 18h30, pelo encerramento da 24ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Os arquirrivais lutam para se afastar da zona de rebaixamento e buscam a vitória para dar paz aos seus treinadores. Embora tenha chegado há menos de um mês na Vila Belmiro, o técnico Fábio Carille também está pressionado no cargo pois ainda não conseguiu fazer o time vencer e marcar um gol sequer.

Os dois compartilham semelhanças antes do clássico. Acostumados a brigar por títulos, São Paulo e Santos fazem campanhas ruins no Brasileirão e jogam para sair da parte de baixo da tabela. O time tricolor está mais longe do descenso, mas não o suficiente para estar tranquilo.

A equipe treinada por Hernán Crespo está invicta há quatro jogos no Brasileirão, mas vem de três empates, dois deles contra adversários mais frágeis, que também almejam escapar da zona de rebaixamento. Soma 28 pontos e busca o triunfo no reencontro com seus torcedores.

"Claramente não estou satisfeito. Acredito que vamos melhorar, continuar melhorando pelo objetivo, que é a Libertadores. Temos ainda rodadas importantes", resumiu Crespo, que disse pensar, apesar do momento adverso, em "ficar 10 anos no São Paulo".

O argentino vai comandar a equipe com o apoio da torcida pela primeira vez. O último jogo em que o são-paulino foi ao Morumbi foi em 11 de março de 2020. Na ocasião, sob o comando de Fernando Diniz, venceu a LDU por 3 a 0 pela fase de grupos da Libertadores.

"Sinceramente, estou muito contente de voltar a ver os torcedores dentro do Morumbi. Vai ser a primeira vez, em uma situação que precisamos do apoio por parte dos torcedores. Ter eles por perto da gente será importante", afirmou Crespo.

Ele está invicto em clássicos no Morumbi. Seu grande problema em relação à escalação é a ausência de lateral-direito. O argentino não pode contar com Igor Vinícius, lesionado, e Galeano, suspenso, e decidiu não relacionar Orejuela, que não reúne condições físicas após longo período inativo por lesão. Portanto, terá de improvisar alguém no setor. Gabriel Sara volta após se recuperar de uma gripe.

A crise também está instalada no Santos e é até pior. O time alvinegro não vence desde a 14ª rodada, há mais de dois meses, quando bateu a Chapecoense por 1 a 0. De lá para cá, foram cinco empates e três derrotas em oito jogos.

"Dependemos só das nossas forças para sairmos dessa situação. Eu sei como é complicado depender dos outros, já estive em equipes que precisaram disso. Mas não é o nosso caso aqui no Santos, então temos que nos unir cada vez para jogar melhor e sair desse momento difícil", falou o atacante Marcos Guilherme.

Para essa partida, Carille certamente fará mudanças na equipe, mas deve manter o sistema com três zagueiros. Os jogadores mais cotados para deixar o time são Pará e Jean Mota. Para a ala direita, é possível que Marcos Guilherme atue de maneira improvisada, aproveitando o esquema 3-5-2. No meio-campo, Diego Tardelli pode ser a novidade para ajudar a abastecer o ataque alvinegro.

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