Internacional

Biden fala em cumprir 'acordo de Taiwan'


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Washington - Em meio ao acirramento das tensões no estreito de Taiwan - faixa de mar que separa a China continental da ilha do Pacífico - após o aumento das atividades militares chinesas no local, o presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou que ele e o presidente chinês, Xi Jinping, conversaram e concordaram em cumprir o "acordo de Taiwan", em referência à política de longa data de Washington que reconhece oficialmente Pequim em vez de Taipé, e à Lei de Relações com Taiwan, que deixa claro que a decisão de manter laços diplomáticos com a China em vez de Taiwan depende da expectativa de que o futuro do país será determinada por meios pacíficos.

Embora o acordo de Taiwan obrigue Washington a reconhecer a posição da China de que a ilha pertence a ela e de que existe apenas "uma China", impedindo um posicionamento sobre a soberania do país, os americanos continuam a fornecer os meios de defesa a Taipé. Após a declaração de Biden, o Ministério das Relações Exteriores de Taiwan disse que buscou esclarecimentos dos EUA sobre os comentários e foi assegurado que a política dos EUA em relação ao país não mudou, que o compromisso entre as nações era "sólido como uma rocha" e que os americanos continuarão a ajudar Taiwan a manter suas defesas.

A escalada de tensões na região foi classificada como "a situação mais sombria em 40 anos" pelo ministro da Defesa de Taiwan, Chiu Kuo-cheng, durante discurso ao Parlamento. Durante entrevista ao China Times nesta quarta (6), Chiu disse que a China já é capaz, mas estará completamente preparada para invadir o país em três anos.

As pressões sobre Taiwan ocorrem em um momento em que as relações entre China e EUA (e seus aliados da Otan e no Pacífico) vem se acirrando, com as movimentações americanas no Indo-Pacífico.

Após atividades militares americanas com o Japão e o anúncio da parceria, junto ao Reino Unido, para fornecer submarinos nucleares à Austrália, os chineses realizaram atividades militares com cerca de 150 aeronaves sobrevoando o setor sul do estreito que divide os dois países, dentro da Zona de Identificação de Defesa Aérea - oficialmente espaço aéreo internacional, mas reivindicado por Taipé como área de segurança nacional.

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