Regional

Acusado de matar agente da Fundação Casa é condenado a 46 anos de prisão

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Marília - Na madrugada desta quarta-feira (6), o acusado de matar o agente socioeducativo da Fundação Casa de Marília (100 quilômetros de Bauru) Francisco Carlos Calixto, aos 51 anos, durante uma rebelião ocorrida na unidade em outubro de 2016, foi condenado pelo Tribunal do Júri a pena de 46 anos, 11 meses e 15 dias de reclusão e um ano e três meses de detenção, em regime inicial fechado. Outros três réus foram condenados por tentativas de homicídio de funcionários no decorrer do motim. Os quatro podem recorrer da sentença.

Segundo informações do Tribunal de Justiça (TJ), que só divulgou iniciais dos réus alegando que o processo tramita em segredo de Justiça, além do homicídio qualificado de Calixto (meio cruel, mediante recurso que dificultou defesa da vítima, para assegurar execução de outro crime e contra autoridade do sistema prisional no exercício da função), a pena aplicada a C.W.V. também levou em conta três tentativas de homicídio, dano contra o patrimônio, motim, evasão mediante violência contra a pessoa e corrupção de menor.

Os outros três réus - D.V.S.S., J.H.N.D. e M.R.B.R. - foram condenados por tentar matar dois funcionários da Fundação Casa durante a rebelião, além de crimes como dano contra patrimônio, motim e evasão mediante violência contra a pessoa. O primeiro e o terceiro foram sentenciados a 15 anos, sete meses e 15 dias de reclusão e um ano e três meses de detenção, em regime inicial fechado. O segundo foi condenado a 16 anos, 11 meses e 15 dias de reclusão e um ano e três meses de detenção, no mesmo regime.

RELEMBRE O CASO

Conforme divulgado pelo JC na época, o agente socioeducativo da Fundação Casa de Marília Francisco Carlos Calixto foi morto na noite de 4 de outubro de 2016, data em que completava 51 anos, durante uma rebelião que teve início na unidade após a realização de culto religioso. Na ocasião, um dos internos teria introduzido um cabo de vassoura na garganta da vítima, que acabou não resistindo.

No dia do motim, os internos fizeram cinco agentes e três membros de congregação evangélica reféns e 18 deles conseguiram fugir. A Polícia Militar (PM) cercou o prédio e controlou a rebelião cerca de duas horas depois.

Alguns adolescentes foram recapturados pela polícia logo na sequência. Além da investigação policial, a unidade instaurou uma sindicância interna para apurar o caso.

Comentários

Comentários