O termo "cê-cê", utilizado para designar o odor corporal, surgiu no Brasil em 1940, com uma propaganda de sabonete desodorante que prometia por fim no "cheiro do corpo" - posteriormente gravado apenas com a letra "c" duplicada. No entanto, nem todo mundo produz esse típico 'aroma', de acordo com uma matéria veiculada na BCC.
Na cidade de Pequim, por exemplo, mesmo com mais de 20 milhões de habitantes, a oferta de antitranspirantes é praticamente inexistente. Se há marcas, são poucas, importadas e voltadas para o público masculino. Só para se ter uma ideia, levantamento da Labbrand apontou que há risco de não achar o produto fora das metrópoles, visto que ele nunca foi uma demanda no país.
"Eu nunca usei desodorante e nunca pensei em usar. Por que me preocupar em colocar alguma substância química em meu corpo se ela é desnecessária?", disse Honghong Lu, editora de moda há 27 anos e moradora de Pequim, à BBC.
Esse fato de não exalar cheiro é real e, melhor ainda, não é exclusivo de chineses. Estudo publicado na Nature Genetics explica que esse fenômeno acontece dependendo da etnia, e chega a 100% entre coreanos e chineses da etnia Han. Outra pesquisa, da Universidade de Bristol, no Reino Unido, concluiu que uma parcela mundial realmente nasce com uma variação genética e não possui a secreção capaz de atrair a bactéria responsável por produzir o "cê-cê".
Apesar de não existirem dados sobre a população brasileira, como aponta a matéria da BBC, entre os nossos vizinhos colombianos e venezuelanos não há essa mudança genética.