O mercado de trabalho formal registrou novo resultado positivo em agosto, com 762 vagas geradas em Bauru, o melhor resultado alcançado para este mês nos últimos três anos. Montante superior havia sido contabilizado somente em agosto de 2018, quando foram gerados 976 empregos com carteira assinada na cidade, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia.
Já no saldo acumulado dos sete primeiros meses do ano, os setores econômicos somaram 3.706 postos de trabalho criados em 2021, também o melhor resultado para o período desde 2019. Com o resultado atingido em agosto, Bauru, finalmente, conseguiu recuperar todas as vagas extintas durante a crise econômica iniciada em 2014.
Por conta daquele cenário, 8.255 postos formais de trabalho foram fechados entre 2015 e 2017. Já nos três anos seguintes, entre 2018 e 2020, foram criadas 4.906 vagas, que, somadas aos 3.706 novos empregos gerados em 2021, totalizam 8.612 postos. Assim, o saldo desde 2015 é de 357 vagas. Até julho deste ano, era negativo em 405 postos.
Em Bauru, o setor de serviços foi o principal responsável pela melhora do mercado formal de emprego em 2021, com 2.348 novas vagas contabilizadas de janeiro a agosto, o que corresponde a seis a cada dez postos criados no período. Na sequência, figuram o comércio, com saldo de 794 empregos, e a indústria, com 455 vagas.
A recuperação é concretizada em âmbito nacional mesmo em um cenário adverso, com algumas restrições ainda impostas a alguns segmentos em razão da pandemia da Covid-19 e um contexto político de incertezas, que tem resultado no adiamento de novos investimentos. Mesmo assim, com o arrefecimento consistente da crise sanitária, a população desocupada decresceu de 14,8 milhões para 14,1 milhões de pessoas entre abril e julho deste ano, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo IBGE.
SALÁRIOS MENORES
Porém, conforme tem alertado especialistas, como a competição por vagas é expressiva e as empresas tiveram perda de receitas durante a pandemia, enquanto os custos não pararam de subir, os salários ofertados tendem a ser mais baixos. A renda média dos brasileiros com carteira assinada, aliás, está 9,4% menor do que a observada no fim de 2019.
Além disso, o Boletim Salariômetro da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), divulgado em agosto, revela que metade dos reajustes salariais firmados entre janeiro e julho deste ano, em acordos e convenções coletivas no País, ficaram abaixo da inflação.
PERFIL NA CIDADE
Já em relação ao perfil dos trabalhadores que conseguiram uma oportunidade no mercado de trabalho nestes primeiros sete meses do ano, os principais beneficiados em Bauru são os jovens. Segundo o Caged, os que tinham até 24 anos ocuparam a maioria dos postos criados, sendo que aqueles com 50 anos ou mais perderam espaço.
As mulheres também foram mais contratadas do que os homens e, em relação ao nível de escolaridade, os que mais conseguiram oportunidades foram aqueles com ensino médio completo.