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Casal de Bauru enfrenta momentos de terror ao ter veleiro atacado por orcas

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

Um casal de Bauru que viaja o mundo em um veleiro enfrentou recentemente uma madrugada de terror em alto mar, na região de Lisboa, em Portugal. A embarcação dos velejadores Paula Lamberti e Fernando Mendes sofreu um ataque de orcas e ficou à deriva a 36 milhas (pouco mais de 57 quilômetros) da costa da capital portuguesa. Tenso, o resgate durou mais de 6 horas, porém os dois e o mascote Choppinho, um lhasa apso, não se feriram e estão bem.

Paula relatou o ocorrido em suas redes sociais, na última sexta-feira (8), e deu detalhes sobre o ataque e o resgate via vídeos no Instagram. O veleiro, nomeado pelo casal como Strega, partiu da ilha de Santa Maria, no arquipélago dos Açores, 30 de setembro, rumo a Lisboa. O ataque ocorreu na madrugada do dia 6 e danificou, entre outras partes, o ponto de fixação e o leme da embarcação, que ficou algumas horas sem rumo.

"Foi tenso. A gente fica impotente diante do tamanho e força que as orcas têm. Elas nos giraram 360 graus. Nós ficamos aguardando elas se desinteressarem pelo barco. A gente iluminava a água e as via se aproximando. Mas, o que importa no fim, é que estamos bem e aqui para contar a história", comentou a viajante.

Logo que o ataque foi percebido, o casal pediu socorro para a marinha portuguesa. Ela, por sua vez, comunicou o incidente a todas as embarcações próximas ao Strega, que estava em zona de tráfego.

"Um barco pesqueiro veio até nós para saber se estávamos todos bem e se teríamos condições de esperar pelo socorro", detalha Paula.

A ajuda chegou por volta 5h15 da manhã, mas durante o reboque, o vento aumentou e o mar agitou, o que fez com que os cabos rompessem quatro vezes durante o trajeto de 6 horas até a costa.

"Foi tenso e desgastante, mas todos nos ajudaram prontamente e isso foi muito confortante. Chegamos bem em Cascais (Lisboa), o Choppinho também. O Fernando já fez alguns reparos no barco e, agora, pelo fato de a ocorrência ter sido aberta junto à marinha, precisamos aguardar uma fiscalização para avaliar o barco e dizer se ele está apto a voltar navegar. Em breve, seguiremos para o nosso destino inicial que era a Doca de Alcântara, em Lisboa", relata ela, mostrando imagens do mascote da família descansando na embarcação atracada na marina de Cascais.

NEM UMA GOTA

Neste sábado (9), Paula publicou uma mensagem em seu Instagram dizendo que veleiro não registrou danos estruturais e que o casco se manteve intacto. "Não entrou nem uma gota sequer no barco e isso era o nosso maior medo. Pensar na possibilidade de ter que abandonar a embarcação é realmente desesperador, mas apesar de todo o susto, conseguimos manter a calma e resolver o que estava ao nosso alcance", relatou Paula Lamberti.

Ainda por meio das redes, ela contou que o casal pretende retirar o barco da água ainda em Lisboa para os reparos completos. E que o veleiro permanecerá na capital portuguesa guardado por um período, já o casal pretende dar um intervalo à viagem e retornar ao Brasil, de avião, em novembro.

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